“Já não estamos, propriamente, assim tão distantes do final do ano para olhar para as questões da execução do Orçamento [do Estado] com alguma tranquilidade. Preocupa-nos que muitas das medidas do Orçamento do Estado que tinham prazos definidos não tenham sido cumpridas, mas preocupa-nos ainda mais que algumas possam não chegar a ser cumpridas”, disse à agência Lusa o líder parlamentar comunista, João Oliveira.

No final de uma reunião com a secretária-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Isabel Camarinha, sobre o caderno de reivindicações, nomeadamente, ao aumento do salário mínimo e o combate à precariedade, o deputado disse que “não haverá abertura nenhuma para aceitar adiamentos para 2022 daquilo que estava inscrito para ser concretizado em 2021”.

João Oliveira sustentou que está 'nas mãos' do executivo socialista decidir “como quer abordar” o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), já que a discussão não acaba quando o documento é aprovado em votação final global.

De maio, altura em que o partido fez “uma ponderação mais global” da execução orçamental, até agora pouco mudou, sustentou o também membro do Comité Central do PCP.

“Aquilo que ficou nas mãos do Governo para regulamentar a sua concretização ou é adiado, ou é atrasado, ou é limitado na sua expressão ou é diminuído no alcance que tinha”, completou.

Por isso, o momento é de “preocupação”, que não deixa os comunistas “descansados” na discussão para 2022.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, anunciou hoje que as reuniões com o Governo têm início esta semana, sem avançar uma data em específico.

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