“Nenhum de nós esperava o processo e, portanto, não esperando o processo, a votação ocorreu quando ocorreu e teve o desfecho que teve. O facto de coincidir ou não com o que já estava marcado, estava a decorrer ou viria a ser marcado da vida interna dos partidos, foi uma coincidência. Penso que os deputados quando votaram na Assembleia da República não estavam a pensar nisso”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa que falava à margem da entrega do prémio D. Diniz, em Vila Real.

Para o Presidente da República, o que “importa é o interesse nacional e o interesse nacional vale mais do que o interesse, que também é muito legítimo, da vida interna de várias instituições, partidos, confederações patronais e sindicais”.

O chefe do Estado respondia a questões sobre o processo eleitoral no PSD, a audição ao candidato Paulo Rangel e a declarações do líder e recandidato Rui Rio que recentemente defendeu que a data que o Presidente da República escolher para legislativas vai revelar se “quis dar uma ajuda” ao PSD “e, neste caso, mais a um candidato”.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que houve também, uma “coincidência” com a posição das confederações patronais de suspenderem a presença na concertação social.

“O Presidente da República tem de olhar é para o interesse nacional em todas as matérias, mas então em matérias como o Estado de Emergência, a dissolução, o veto ou não de uma lei, o envio para o Tribunal Constitucional são matérias mais sensíveis por definição e o que se pensa é no país não se pensa nas suscetibilidades”, afirmou.

E continuou: mal estaria eu desde o início do primeiro mandato, há quem concorde, quem discorde, quem pressione num sentido, pressione noutro e a pessoa tem que ficar acima”.

“Sinto-me pressionado ao longo do mandato legitimamente em várias circunstâncias por quem pretende uma coisa ou outra. O problema não é estar pressionado, porque a função de quem pressiona é pressionar, é estar acima das pressões”.

Rui Rio e Paulo Rangel são, por enquanto, os dois candidatos anunciados às eleições diretas no PSD marcadas para 04 de dezembro.

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