Os partidos que integram o governo de coligação na Alemanha chegaram hoje a acordo sobre este terceiro pacote de apoios, apresentado durante uma conferência de imprensa conjunta do chanceler alemão, Olaf Scholz, e dos líderes dos partidos da coligação, nomeadamente Saskia Esken, pelos sociais-democratas, Omid Nouripour, pelos Verdes, e o ministro das Finanças, Christian Lindner, pelo liberais.

Os dois primeiros pacotes, que totalizam 30 mil milhões de euros, incluíam, entre outros benefícios para os cidadãos, um subsídio de transporte público com bilhetes a nove euros por mês que permitem viajar por toda a Alemanha e um desconto em combustível, limitado a três meses, que terminou em agosto.

Entre as medidas aplicadas contam-se ainda a Entre as medidas que integram este novo pacote está a atribuição, de uma única vez, de um cheque-energia cujo valor será de 300 euros para os reformados e de 200 euros para os estudantes, além da eliminação da sobretaxa no preço da eletricidade destinada a financiar as energias renováveis e uma bonificação única de 100 euros por criança e energética até 300 euros.

O plano contempla ainda um “travão” no preço da energia consumida pelas famílias com o objetivo de garantir o acesso a uma quantidade básica de energia a uma tarifa mais baixa.

O governo anunciou ainda que irá desenvolver um sucessor do bilhete de nove euros – medida anunciada no início de junho, para vigorar por três meses, e que permite viagens ilimitadas nos transportes públicos locais e regionais.

O valor do novo bilhete global para os transportes públicos não foi revelado, mas o acordo divulgado pelo governo de coligação sugere 49 ou 69 euros.

Entre as medidas previstas está ainda o reforço de subsídios para famílias com dependentes, uma reforma dos apoios à habitação e uma subida do valor dos apoios que abrangem as pessoas de rendimentos mais baixos.

Os dois primeiros pacotes, que totalizam 30 mil milhões de euros, incluíam, entre outros benefícios para os cidadãos, um desconto em combustível, limitado a três meses, que terminou em agosto, e o já referido bilhete de nove euros.

Alemanha quer usar lucros extraordinários das empresas para reduzir preços

No documento em que avança com um novo plano de ajuda maciça contra a inflação, o governo alemão indica que defenderá uma medida de “dedução parcial dos lucros inesperados” dessas empresas a ser implementado no âmbito da União Europeia, mas afirma-se pronto para agir a nível nacional.

“Os produtores estão simplesmente a tirar partido dos preços muito elevados do gás que determinam o preço da eletricidade”, observou o chanceler alemão na conferência de imprensa, numa referência ao que é habitualmente designado por 'windfall profits'.

A solução pretendida por Berlim difere, no entanto, da tributação dos lucros excecionais dos grupos energéticos decidida por alguns governos na Europa, segundo precisou o ministro das Finanças, Christian Lindner, também líder dos liberais, um dos partidos que integra a governo alemão, nesta conferência de imprensa conjunta.

O governo discutiu esta “ideia controversa”, disse o governantes, acrescentando, no entanto, que “há dúvidas constitucionais sobre o assunto”, disse o governante, que se opõe ao princípio de um imposto sobre os ‘windfall profits’.

Segundo o ministro, citado pela AFP, não se trata de “uma fonte de rendimento que possa ser planeada e que permita um alívio rápido” das contas domésticas.

Embora a palavra imposto não seja utilizada, poderá estar em causa uma contribuição obrigatória imposta às empresas do setor energético para reduzir o preço a eletricidade pago pelas famílias e empresas.

Esta contribuição obrigatória, sublinhou o ministro das Finanças, poderia “trazer várias dezenas de milhares de milhões de euros”.

O chanceler alemão assegurou ainda a população quanto aos efeitos da dependência energética do gás russo.

“A Rússia não é um fornecedor de energia fiável (…) O governo federal preparou-se para esta eventualidade desde o início do ano”, referiu o chefe do governo alemão.

Olaf Scholz disse ainda que, devido à diversificação das fontes de abastecimento e ao aprovisionamento dos ‘stocks’ de gás, o país está em condições de enfrentar uma paralisação prolongada do fornecimento através do gasoduto Nord Stream 1.

Na sexta-feira, a Gazprom anunciou que o gasoduto Nord Stream 1, vital para os fornecimentos à Europa, vai parar "completamente" para reparação de uma turbina, após ter estado inativo durante três dias para manutenção.

Em comunicado, a Gazprom indicou ter descoberto "fugas de óleo" na turbina durante esta operação de manutenção e indicou que até à sua reparação o fornecimento de gás estará "completamente suspenso".

A Rússia devia retomar no sábado o fornecimento de gás através do gasoduto, após uma interrupção de três dias.

A fabricante de turbinas Siemens Energy declarou, também na sexta-feira, que fugas de óleo não justificam tecnicamente a paragem do gasoduto Nord Stream 1, decidido pela empresa russa de gás Gazprom.

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