Um norte-americano serrou a arma a meio em reação ao tiroteio numa escola da Florida, que fez 17 vítimas mortais, na semana passada. Scott Pappalardo destruiu a AR-15, igual às usadas em muitos dos tiroteios mortais nos Estados Unidos, como este numa escola secundária. A AR-15 é uma variante civil de uma arma do exército norte-americano. Há dez milhões de civis dos Estados Unidos que têm uma arma deste género.

Nas redes sociais, Pappalardo, que se confessa um entusiasta pelas armas, publicou um vídeo a explicar as razões por que destruiu a arma, que lhe valeria cerca de 600 a 800 dólares (aproximadamente entre os 485 e os 650 euros) caso a decidisse vender.

Mas a venda da arma, explica, não seria suficiente para se descartar da responsabilidade de uma eventual morte causada com aquela espingarda semi-automática, explica o norte-americano, que tem licença para uso e porte de arma — tal como tinha Nikolas Cruz, o principal suspeito do tiroteio na escola Marjory Stoneman, na Florida.

“O direito a ter esta arma é mais importante que a vida de alguém? Acho que não”, questiona (e responde) Pappalardo, numa alusão à constituição dos Estados Unidos, que tem sido interpretada como defendendo o direito à posse de armas.

O vídeo de seis minutos foi publicado na rede social Facebook no passado dia 17 e desde então conta com quase 400 mil partilhas, com a mensagem “#oneless”, isto é, uma arma a menos. E entretanto, outros seguiram o exemplo de Pappalardo, publicando vídeos e fotografias onde mostram que também desativaram as respetivas armas definitivamente.

A 14 de fevereiro, Nikolas Cruz, de 19, matou a tiro 17 alunos do liceu que tinha frequentado, em Parkland. No dia 15 deste mês foi acusado por 17 crimes de homicídio premeditado.

A espingarda AR-15 era de Nikolas Cruz. Na Florida um rapaz de 18 anos (menor, já que a idade da maioridade nos Estados Unidos é 21 anos) pode comprar e deter armas de fogo como esta, desde que tenha autorização dos pais ou responsável legal.

O tiroteio saldou-se em 17 mortos, 14 feridos hospitalizados e centenas de alunos em pânico nas ruas perto do liceu. Foi o ataque mais sangrento a uma escola desde que um homem armado atacou uma escola primária em Newtown, Connecticut, há mais de cinco anos.

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