A OPA “é uma questão de mercado, a opção política é a opção de se privatizar ou não a energia em Portugal. A partir do momento em que se fez essa opção, agora só se tem que aplicar as regras do mercado, não passa efetivamente pela política”, disse Rui Rio aos jornalistas, no Porto, à margem de uma visita a duas residências universitárias.

“Agora o mercado tem regras que devem ser respeitadas, não é uma opção política”, concluiu o social-democrata.

A China Three Gorges lançou na sexta-feira uma OPA voluntária sobre o capital da EDP, oferecendo uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, o que representa um prémio de 4,82% face ao valor de mercado e avalia a empresa em cerca de 11,9 mil milhões de euros.

A China Three Gorges, que já detém 23,27% do capital social da EDP, pretende manter a empresa com sede em Portugal e cotada na bolsa de Lisboa.

Caso a OPA sobre a EDP tenha sucesso, a China Three Gorges avançará com uma oferta pública obrigatória sobre 100% do capital social da EDP Renováveis, a 7,33 euros por ação, um preço abaixo do valor da última cotação (7,85 euros).

O grupo chinês afirma, no anúncio preliminar da operação, que só lançará a OPA sobre a EDP se o Governo português não se opuser à operação.

O primeiro-ministro, António Costa, já disse que não tem “nenhuma reserva a opor” a que o grupo chinês realize a OPA sobre a EDP.

“O mercado decidirá. A China Three Gorges é há muitos anos acionista de referência da EDP e não temos nenhuma reserva a opor. As coisas têm corrido bem”, disse António Costa, que falava aos jornalistas aquando da votação nas eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS, na Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL).

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