Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba, a 62.ª fase da operação Lava Jato cumpre um mandado de prisão preventiva contra Walter Faria, controlador do grupo Petrópolis, e cinco mandados de prisão temporária contra executivos da mesma empresa, suspeitos de praticar atos ilícitos.

Os investigadores informam ter indícios de que o controlador do grupo Petrópolis, empresa que atua na fabricação de cerveja e bebidas, atuou “em larga escala para fazer o branqueamento de centenas de milhões de reais em contas fora do Brasil” e que ele terá agido como um operador de pagamento de suborno em nome da construtora Odebrecht.

“Conforme apontam as provas colhidas na investigação, Faria, em troca de dólares recebidos no exterior e de investimentos realizados nas suas empresas, atuou para gerar recursos em espécie [dinheiro] para a entrega a agentes corrompidos no Brasil”, disse o MPF.

O executivo também é acusado de transferir dinheiro ilícito em forma de doação eleitoral para partidos políticos em nome da Odebrecht e para agentes públicos beneficiados pelo esquema de corrupção na estatal petrolífera Petrobras.

Dois destes desvios teriam ocorrido numa conta de Faria na Suíça que terá sido usada para intermediar o pagamento de mais de 3 milhões de dólares (2,7 milhões de euros) em suborno relacionados ao contratos de navios-sonda da Petrobras.

Faria e os outros cinco executivos do grupo Petrópolis são suspeitos de participar de um esquema de branqueamento de capitais que movimentou, ao todo, cerca de 329 milhões de reais (78,6 milhões de euros) em dinheiro, segundo as autoridades brasileiras.

As investigações contra o grupo Petrópolis começaram em 2016 e são apoiadas por provas fornecidas pela Odebrecht num acordo de colaboração com a Justiça.

A Odebrecht indicou que o esquema criminoso envolvendo o grupo Petrópolis terá funcionado entre 2008 e 2014, e que além de transferir dinheiro no exterior para o controlador daquela empresa, a construtora também realizou operações subfaturadas.

Entre os negócios subfaturados foram listados pelos investidores a ampliação de fábricas do grupo Petrópolis, a compra e venda de ações da empresa Electra Power Geração de Energia, aportes de recursos para investimento em pedreira e contratos de compra, venda e aluguel de equipamentos.

Além da prisão do controlador do Grupo Petrópolis, a Justiça brasileira autorizou também o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão em empresas do grupo Petrópolis e residências, localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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