Os CDR estão a ser instalados ao longo dos 355 municípios da Venezuela e, segundo explicaram várias fontes à agência Lusa, integram cidadãos que terão a missão de organizar as diferentes comunidades e coordenar localmente as ações da oposição.

Cada membro faz um juramento para “respeitar e fazer respeitar os princípios” de “independência, liberdade e justiça”, assim como “trabalhar sem descanso pela reconstrução” da Venezuela, assim como a “desobedecer a quem oprima a nação”.

Apesar de não terem sido divulgados mais dados, fontes da MUD indicam que foram criados vários milhares de CDR e que outros milhares vão surgir nos próximos dias.

A primeira missão encomendada aos CDR foi a de impulsionar e garantir a continuidade dos protestos pacíficos nas ruas das cidades e povoações.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde o passado dia 01 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio pelo Presidente Nicolás Maduro.

A oposição insiste que a Constituinte acabará com o que resta da democracia no país e que será usada pelo Governo para submeter aos interesses cubanos e avançar com um regime comunista ao estilo de Cuba.

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