Os polícias, vestidos à civil, estiveram concentrados na Assembleia da República, após terem realizado um desfile desde a Praça do Comércio.

Os milhares de profissionais derrubaram as grades que separam o fundo da escadaria do edifício, tendo o Corpo de Intervenção da PSP formado um cordão de segurança.

Os organizadores do protesto de hoje das forças de segurança deram por terminada a manifestação às 20:45, mas continuaram o medir de forças entre os polícias à civil e os colegas fardados.

Várias filas de elementos do Corpo de Intervenção, compostas por dezenas de agentes, ocuparam a escadaria do parlamento para evitar que os manifestantes rompessem o cordão policial e entrassem no edifício.

Na altura, os ânimos exaltaram-se entre os cerca de cinco mil manifestantes e os organizadores do protesto apelaram à calma.

Cerca de cinco mil polícias manifestaram-se hoje para exigirem atualizações salariais e protestarem contra a falta de efetivos e de investimento nas forças e serviços de segurança.

O número de polícias presentes na manifestação foi avançado à agência Lusa pelos organizadores do protesto - a Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança.

Os manifestantes, sobretudo elementos da PSP e GNR, saíram da Praça do Comércio às 18:40 e gritaram palavras de ordem como "Cabrita o que é isto? Um país seguro e os polícias nisto", "Oh Costa, basta de empurrar, a segurança não se faz a brincar", "Polícias Unidos Jamais serão Vencidos".

Apesar de o Ministério da Administração Interna (MAI), tutelado por Eduardo Cabrita, ter anunciado hoje que vai pagar a partir de janeiro de 2019 os subsídios relativos ao período de férias, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, declarou à Lusa que "vale a pena manter a luta", porque o problema não fica totalmente resolvido, faltando saber como serão pagos os retroativos desde 2011.

Paulo Rodrigues disse também que há outros problemas na PSP, designadamente falta de efetivos e de investimento, dando como exemplo as deficiências ao nível da frota automóvel e do sistema informático.

O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), César Nogueira, adiantou que o MAI fez promessas em dia de protesto, mas o que é necessário é resolver problemas como o desbloqueamento das carreiras, a contagem do tempo em que as carreiras estiveram congeladas e o reconhecimento da profissão de desgaste rápido.

Durante o protesto, os polícias empunharam bandeiras dos vários sindicatos representados e exibiram cartazes onde se pode ler: "Basta de desconsideração", "Exigimos o desbloqueamento das carreiras" e "Cumpram as leis e as decisões judiciais".

Integram a CCP dos sindicatos e associações do setor, a ASPP, a APG, Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Associação Socioprofissional da Polícia Marítima, o sindicato dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e os profissionais da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

A organização anunciou que se vão juntar à manifestação de 15 de novembro, organizada pela CGTP.

[Notícia atualizada às 22h44]

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