Um amor histórico e incondicional de um povo pela cerveja. O verão mais quente na Alemanha desde 1881. Duas premissas que parecem resultar em nada mais, nada menos do que num bom cenário de férias tornou-se num problema. As cervejeiras estão sem garrafas suficientes para acompanhar o ritmo.

Mas porque é que não há garrafas? Tudo isto tem por base um sistema sustentável de depósito de recipientes utilizados, que numa situação de extremos passou de uma solução amiga do ambiente para ser o centro de um problema. Na Alemanha em vez de uma reciclagem imediata, explica o 'The Telegraph', as pessoas guardam em casa uma certa quantidade de garrafas para depois as entregarem em pontos de recolha, onde pela devolução dos recipientes vazios recebem um certo valor, quase como se tratasse de uma caução sobre o valor da garrafa.

O ciclo tem sido funcional, mas agora uma das partes desequilibrou-se e as cervejeiras pedem que os seus clientes devolvam as garrafas que têm acumuladas em casa.

“Precisamos da vossa ajuda!”, escreveu o conhecido Moritz Fiege na sua conta de Facebook.

“Bom tempo + boa cerveja = muita sede. O que acontece: apesar de comprarmos regularmente novas garrafas, estão a esgotar-se. Portanto, antes de ir de férias de verão, por favor, não se esqueça de devolver as suas garrafas Moritz Fiege. Faça deste o seu mote: primeiro as garrafas vazias, depois as férias! Enquanto estiver deitado ao sol, nós vamos voltar a encher as garrafas… Palavra de honra!”, pode ler-se na publicação.

Apesar da carência de garrafas e do calor sufocante, o elevado consumo de cerveja está a ajudar a indústria cervejeira alemã a sair de um período de estagnação depois de em 2017 ter sofrido com um verão chuvoso, em que a indústria cresceu apenas 0,6% no primeiro semestre de 2018.

Antes do calor a expectativa dos vendedores de cerveja foi antecipadamente abalada pela saída prematura da seleção alemã do Mundial da Rússia, que apostavam nas semanas de comemoração dos adeptos.

Segundo a German Brewers Association, existem mais de seis mil marcas diferentes de cerveja disponíveis no país — apenas os checos bebem mais cerveja do que os alemães na União Europeia. As garrafas de vidro dominam, representando cerca de 80% do mercado, sendo que a cerveja de lata é apenas uma curta franja do mercado.

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