Com o sufrágio de hoje, os Países Baixos marcam então o fim de uma era, dados os 13 anos de liderança do conservador Mark Rutte, o primeiro-ministro com maior longevidade da história neerlandesa e visto por analistas como um sobrevivente político mas também como um promotor de estabilidade, à luz dos vários escândalos e desafios que enfrentou durante o seu percurso governativo.

De momento, as sondagens indicam que nenhum dos três principais partidos — o Partido da Liberdade e da Democracia (VVD), o Novo Contrato Social (NSC) e a Aliança dos Verdes e do Partido dos Trabalhadores (GL-PvdA) — conseguirá mais de 20% dos votos, o que poderá obrigar a estas forças políticas a acordos de coligação com as outras 14 forças que se apresentam ao ato eleitoral.

Uma das opções é precisamente uma eventual coligação com a extrema-direita do Partido pela Liberdade (PVV).

Líder durante 17 anos do VVD, Mark Rutte surpreendeu, em julho passado, ao anunciar a sua demissão do cargo, com o súbito colapso da sua quarta coligação governamental devido a uma divisão interna sobre a política migratória, num contexto da ascensão dos partidos de direita.

Além das migrações, outros assuntos têm marcado a campanha política no país. É o caso da habitação, numa altura em que se estima que faltem 390 mil casas nos Países Baixos.

A crise económica após os efeitos da pandemia de covid-19, da guerra na Ucrânia causada pela invasão russa e da alta inflação tem sido outro tema quente da campanha eleitoral.

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