O porta-voz interino da Santa Sé, Alessandro Gisotti, disse hoje, em comunicado que "o Santo Padre está disposto a que seja possível organizar as peregrinações a Medjugorje".

No entanto, indicou que a Igreja deve sempre "impedir que estas peregrinações sejam interpretadas como uma autenticação das conhecidas aparições, as quais ainda requerem um exame".

"Portanto, deve evitar-se que essas peregrinações criem confusão ou ambiguidade no aspeto doutrinário. Isso também tem a ver com os sacerdotes de cada ordem", sublinhou, referindo ainda o "notável fluxo de pessoas" que chega ao santuário da Bósnia e "os abundantes frutos da graça que produz".

A cidade de Medjugorje, uma meta para muitos peregrinos, foi o local onde em 1981 seis jovens alegaram terem visto a Virgem Maria com o menino Jesus nos braços.

Segundo os "videntes", desde então a Virgem apareceu mais de 40 mil vezes.

O Vaticano ainda não reconheceu essas aparições, vistas com ceticismo pelos especialistas, estando atualmente o caso em estudo por uma comissão internacional nomeada em 2010 pelo então papa.

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