“Todos os indicadores mostram que o vírus voltou a circular de forma ativa na região” parisiense, escreveram em comunicado. O uso de máscara vai ser obrigatório para maiores de 11 anos a partir de segunda-feira, às 08:00 locais (07:00 em Lisboa).

Na capital, as áreas em causa são, particularmente, o cais do rio Sena e mais de uma centena de ruas em quase todos os bairros.

“Trata-se de zonas turísticas, feiras ao ar livre ou ruas muito comerciais, como o cais do Sena, o canal Saint-Martin” e também “Butte Montmartre, [zona] muito turística]”, explicou à agência France-Presse Nicolas Nordman, o vereador de segurança da Câmara Municipal de Paris.

“Os critérios são os locais onde existem pessoas, onde é difícil respeitar o distanciamento e locais de celebração, onde poderá ter havido um relaxamento das barreiras” de prevenção nas últimas semanas, acrescentou.

Num primeiro momento, “vai haver pedagogia, a obrigatoriedade vai ser lembrada durante quinze dias às pessoas que entrarem na área em causa e as multas (135 euros) vão ocorrer num segundo momento”, indicou.

“A incidência [da infeção]é particularmente alta na casa dos 20-30 anos. Também é maior em Paris e nos departamentos dos subúrbios como Seine-Saint-Denis, Vale do Marne, Altos do Sena e Val-d’Oise”, apontou.

A decisão de tornar o uso de máscara obrigatório nas áreas mais frequentadas foi tomada com base nas recomendações de saúde formuladas pela agência regional de saúde da região de Île de France.

Estas áreas, que serão objeto de avaliações regulares, devem sofrer alterações nas próximas semanas, em função da frequentação dos espaços e da evolução da pandemia.

O uso de máscara, antes apresentado como “inútil” pelas autoridades, passou a ser obrigatório em locais públicos fechados no dia 20 de julho. Há uma semana, os autarcas foram autorizados a impor o uso no exterior “quando as circunstâncias locais assim o exigirem”.

Os últimos números oficiais, de sexta-feira, indicam que a França registou 12 mortes por coronavírus e 2.288 novos casos, o que, segundo a Direção Geral da Saúde, confirma um aumento na circulação do vírus. No total, o país regista mais de 331 mil casos e 30.324 óbitos.

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