
Só em Portugal estima-se que a doença de Parkinson possa afetar cerca de 20 mil pessoas, refere a farmacêutica em comunicado enviado às redações. No mesmo comunicado acrescenta que todos estes pacientes, em algum momento, vão viver episódios OFF. Isto é, o momento em que a medicação se torna insuficiente ao longo do dia, levando ao reaparecimento de sintomas, que podem ser motores (como rigidez, tremor e dificuldade de locomoção) ou não-motores.
Estes episódios têm uma influencia direta na vida dos doentes, impactando as atividades diárias e afetando a sua autonomia, bem como o seu bem-estar. Para a farmacêutica uma das grandes vantagens deste medicamento é o facto de poder ser tomado "on demand", ou seja, sempre que necessário.
O doente pode utilizar de forma intermitente, de acordo com a sua necessidade e como complemento da medicação antiparkinsónica habitual.
Joaquim Ferreira, Professor de Neurologia e Farmacologia Clínica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, refere, no mesmo comunicado, que “apesar dos contínuos avanços no tratamento da doença de Parkinson, ainda não é possível garantir que os doentes com flutuações motoras não apresentem momentos de bloqueio (OFF). Desta forma, a disponibilização de um medicamento de fácil administração, que permita melhorar os doentes rapidamente (ON), é de fundamental importância. Aguardamos assim com grande expectativa a chegada deste novo medicamento, que oferecerá aos doentes mais autonomia e independência na gestão da sua doença.”
A Bial lembra que "cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com a doença de Parkinson. Esta é a doença neurológica com maior crescimento, estimando-se que a sua prevalência possa duplicar até ao ano de 2050."
Comentários