Numa petição pública intitulada “Pressiona António Costa a aprovar a redução GEEs de 60% em 2030 no Conselho Europeu”, o partido Volt Portugal (recentemente oficializado no país) lança um desafio ao primeiro-ministro, dirigindo-se também ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes.

O partido pede ao primeiro-ministro que “não só vote favoravelmente esta proposta de redução de 60% no Conselho Europeu nos dias 15 e 16 outubro, como a defenda arduamente junto dos seus colegas do Conselho (outros chefes de governos nacionais) a aprovarem esta meta necessária”.

Em causa está a aprovação pelo Parlamento Europeu (PE), no passado dia 08 de outubro, de um novo corte de 60% nas emissões de CO2 da União Europeia (UE) até 2030, que precisa de ser ratificado pelo Conselho Europeu.

Esta proposta aumentou os valores da Comissão Europeia, que previa reduzir as emissões em 55% relativamente aos níveis de 1990, cabendo agora ao Conselho Europeu aprovar a nova meta, um processo que pode vir a ser moroso devido à dependência de certos países europeus em indústrias fósseis.

Apesar de não ser “a meta ideal”, o Volt Portugal considera que “há uma urgência inadiável nesta matéria” e pede a António Costa que “exerça pressão no Conselho Europeu para que os seus homólogos aprovem também esta meta fundamental”.

A República Checa já fez saber que não aprovava o corte de 55% proposto pela Comissão e a Polónia, com uma forte indústria de carvão, anunciou que apenas aprovaria novas metas climáticas caso lhe fosse apresentada uma análise económica detalhada.

O PE quer que a UE se torne no primeiro continente a atingir a neutralidade climática em 2050, alcançando depois um “nível de emissões negativo”.

Num debate virtual realizado no passado dia 9, os eurodeputados portugueses Nuno Melo, Marisa Matias e Lídia Pereira consideraram que o aumento da ambição europeia na redução de emissões é um sinal positivo, mas precisa de se fundar no pragmatismo e na ciência e defender economia e empregos.

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