Iniciativa Liberal

"João Galamba demitiu-se hoje para não ser demitido amanhã. Já não havia condições para ocupar o cargo pelo menos há seis meses", começou por dizer Bernardo Blanco

"Depois disto tudo, parece-me quase surreal, como é que alguém considera que tem condições políticas para continuar num cargo. Parece-me um nível de quase arrogância e desejo de poder que não é saudável numa democracia, seja em qualquer partido", criticou Blanco.

"Com a demissão do governo todas as leis caducam, no entendimento do senhor Presidente da República é que estas não caducaram porque ainda não assinou o decreto, algo que não me parece correta. O PSD, tendo os deputados que a constituição exige, pode pedir ao Tribunal Constitucional para avaliar alguma PPL que seja aprova estas semanas no parlamento", desafiou Bernardo Blanco.

Sobre a polémica que envolve Mário Centeno, atual governador do BdP, "a Iniciativa Liberal entregou um projeto para exonerar Mário Centeno de Governador do Banco de Portugal, por não estarem reunidas as condições de independência e isenção", afirmou Bernardo Blanco.

Bloco de Esquerda

"Na nossa opinião, não apenas pelos acontecimentos da última semana, João Galamba já não tinha condições para ser ministro", começou por dizer Pedro Filipe Soares.

"O OE não resolve bloqueios na habitação, educação e saúde. Já o governo está numa situação 'pitoresca', com alguns a pensarem nas eleições e outros a saberem que não fazem parte do futuro", criticou Pedro Filipe Soares.

"Primeiro-ministro precisa de aceitar a demissão de João Galamba. Esperemos que à segunda seja de vez e que não seja como diz o ditado popular 'não há duas sem três'", afirmou Soares.

Quanto a Mário Centeno, Pedro Filipe Soares afirmou que para o BE este "é um elemento para nos distrairmos do essencial, o Orçamento de Estado. Continuámos sem resolução dos problemas da saúde, da educação e da habitação."

PAN

Inês de Sousa Real afirma que a demissão de João Galamba "perca por tardia. Devia ter-se demitido a quando de toda a trapalhada da Comissão de Inquérito e da TAP. Os portugueses são os principais prejudicados. Os portugueses estão fartos desta telenovela".

Chega

"Esta é uma demissão que já era expectável e já devia ter acontecido há muito tempo", começou por dizer André Ventura. "João Galamba esteve neste parlamente à uns dias e disse ao Chega que não se tencionava demitir e hoje, surpreendentemente demitiu-se. João Galamba não ter maturidade política, pessoal e de qualquer outro tipo. Podia ter-nos poupado a todos do espetáculo que deu aqui", acrescentou Ventura.

"Parece-me que João Galamba esteve à espera do fim do interrogatório para saber que ninguém ficaria preso para se ir embora. Aguardou quais as medidas de coação, como não foram muito graves, foi-se embora", criticou André Ventura.

Sobre o caso de Mário Centeno, Ventura considera que é um "caso que desprestigia as instituições. O Chega decidiu entregar hoje uma censura à atuação do governador do BdP. Acho que alguém que quer ser líder de um partido, não pode ser ao mesmo tempo governador de um banco".

PSD

Joaquim Miranda Sarmento acusou o primeiro-ministro de ter utilizado João Galamba “para uma guerra institucional” com o Presidente da República, que “só prejudicou as instituições e o país”.

Considerando que “não é compreensível” que o ministro se tenha mantido em funções depois de ser constituído arguido e das informações entretanto conhecidas, o social-democrata referiu que demonstra “o desnorte completo do Governo, de António Costa e do PS”.

PCP

Do PCP falou o deputado Duarte Alves, que considerou que “aquilo que se tem passado nos últimos tempos não constitui nenhuma novidade” e que, “independentemente de quem esteja no cargo de governador do Banco de Portugal, o que se exige é que defenda os interesses de Portugal e dos portugueses”.

Quando questionado sobre se as declarações do governador do Banco de Portugal são um problema, Duarte Alves vincou que o que preocupa o PCP “são as políticas de Mário Centeno” e que as questões que o envolvem estão a ser avaliadas pela comissão da ética” no banco central.

No entender dos comunistas, o que é problemático é a forma como Mário Centeno “tem sido uma sucursal do Banco Central Europeu (BCE) e a forma como tem permitido o aumento das prestações das casas e das comissões bancárias”.

“O maior problema quando se fala de independência do Banco de Portugal é de independência face ao setor que é regulado e aquilo que temos visto é a submissão do Banco de Portugal e do seu governador, aos interesses da banca”, acrescentou.

*Com Lusa.

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