“As explicações são ainda incompletas e vai ser importante que todas as explicações sejam mesmo dadas. E todas significa que é preciso que uma instância que seja constituída por peritos, técnicos com independência sobre a administração possam elencar todas as questões que são relevantes”, declarou.

Por outro lado, prosseguiu o presidente dos sociais-democratas, “procurar responder de modo a que os portugueses saibam exatamente o que é que se passou e o que é que motivou que a tragédia tivesse acabado por adquirir a dimensão que adquiriu”.

Sublinhando que a ideia não é formar uma comissão parlamentar de inquérito, Pedro Passos Coelho disse que, na sequência do convite dirigido aos outros partidos no âmbito da Assembleia da República e pelas respostas que o PSD tem vindo a obter, está convicto de que “haverá condições para que uma instância destas possa ser criada e possa começar a fazer as perguntas todas que são necessárias e a responder a essas questões para que os portugueses saibam efetivamente o que é que se passou”.

“Depois a questão política virá a seu tempo. Não é para as calendas, é na sequência de se apurarem as respostas que são necessárias”, acrescentou, sublinhando a necessidade de a instância técnica começar então a dar essas respostas “tão depressa quanto possível”.

De acordo com o presidente do PSD, “haverá um tempo, ulterior a esse com certeza, que do ponto de vista politico se tirarão as conclusões que são necessárias”.

“Agora, primeiro é preciso responder às questões e não podem ser os próprios meios e as próprias autoridades envolvidas a avaliar o que se passou. Tem que haver uma instância independente que o possa fazer”, reforçou.

PS e CDS-PP já manifestaram disponibilidade para apoiar a criação da comissão técnica independente sugerida pelo PSD para apurar as causas do trágico incêndio de Pedrógão Grande, que provocou 64 vítimas mortais, enquanto BE e PCP questionam, para já, a necessidade de tal iniciativa.

Pedro Passos Coelho encontra-se hoje em Bruxelas para participar numa reunião do Partido Popular Europeu (PPE) que antecede o Conselho Europeu.

O Conselho Europeu tem início hoje à tarde e Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, António Costa.

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