Em comunicado, a Direção Regional do Porto do PCP avança que vai questionar o Governo de António Costa sobre a poluição do rio Douro, reclamando medidas "urgentes" e solicitar, através do grupo parlamentar dos comunistas, reuniões com as entidades responsáveis.

"O PCP exige uma intervenção urgente e articulada de todas as estruturas com responsabilidade nesta matéria - Ministério do Ambiente, APDL [Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo], APA [Agência Portuguesa do Ambiente], Direção Geral dos Recursos Naturais, Autoridade Marítima, delegações de Saúde e municípios - no sentido de assegurar que a época balnear retoma a normalidade", lê-se na nota.

Em causa está o facto de, nas últimas semanas, terem sido noticiados problemas em praias fluviais ligadas ao rio Douro, nomeadamente localizadas no concelho de Gondomar.

O PCP escreve que "o ano de 2018 tem sido marcado pela divulgação de vários focos de contaminação do Douro", apontando que, "por exemplo, a água das três praias classificadas do concelho de Gondomar está, neste momento, desaconselhada para banhos e uma destas praias não foi mesmo classificada em 2018 como zona balnear", referindo-se aos areais da Lomba, Melres e Zebreiros.

Os comunistas apontam que o "deficiente funcionamento das ETAR [Estações de Tratamento de Águas Residuais], associado à falta de investimento e a um processo de privatização dos serviços de águas e saneamento, bem como os problemas crónicos existentes em vários dos afluentes do Douro são algumas das causas para os problemas verificados".

Ainda de acordo com o comunicado dos comunistas, "nos últimos dias, várias autarcas do distrito referiram ainda que os focos de poluição se devem a possíveis despejos das embarcações, em resultado do aumento da navegabilidade do Douro e do crescente fenómeno do turismo".

"Apesar disto, a Autoridade Marítima afirma não ter nenhuma denúncia concreta. Por sua vez, a APDL diz estar a estudar a operacionalização de um plano de receção e entrega dos resíduos das embarcações", aponta o PCP.

Desta forma, o PCP exige a valorização das potencialidades do rio Douro, a qualidade da água, a segurança e saúde das populações, razão pela qual os comunistas garantem que tudo farão "para que entidades privadas ou empresas dos serviços concessionados sejam responsabilizados pelos prejuízos resultantes desta contaminação do Douro".

A propósito deste tema, no dia 17 a câmara de Gondomar assumiu, em declarações à agência Lusa, estar "muito preocupada" com "picos de análises anómalas" a águas da praia fluvial de Melres.

O vereador do património e desenvolvimento económico, Carlos Brás, contou que em março reuniu com a APA e que da reunião ficou o compromisso de que todas as entidades com responsabilidades na Via Navegável do Douro, desde os agentes ambientais às várias câmaras municipais e responsáveis portuários, seriam envolvidas numa discussão sobre o tema.

A Lusa contactou a APA no sentido de obter esclarecimentos, mas até ao momento não obteve resposta.

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