Jorge Nunes, residente na povoação de Ouzenda disse à Lusa que teve que sair de casa para outra localidade nas redondezas, cerca das 11:00 e, duas horas e meia depois, pelas 13:30, num café junto à EN2, na localidade de Pincha, continuava à espera de poder voltar a casa.

“Agora parece estar mais calmo. Estamos à espera que nos deixem voltar”, afirmou o morador, adiantando que residem cerca de dez pessoas na aldeia e todos tiveram ordem de saída por parte da GNR.

O foco de incêndio, que chegou a ser combatido por quatro aviões pesados e um avião ligeiro, localiza-se perto de Albufeira da Barragem do Cabril, entre as povoações de Louceirinha e de Ouzenda, numa zona florestal, indicou fonte dos bombeiros de Pedrógão Grande.

A agência Lusa constatou no local que os acessos à povoação de Ouzenda e às localidades de Pesos Cimeiro e de Pesos Fundeiro, a partir da EN2, foram cortados pela GNR, pelo que estão apenas acessíveis a veículos de socorro.

No local, à beira da referida estrada nacional que liga Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aos concelhos de Góis e de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, estão duas máquinas de rasto e uma terceira, do exército, que foi deslocada para a zona do foco de incêndio.

No mesmo local esteve concentrada ao longo de toda a manhã uma coluna de sete veículos de combate a incêndios urbanos de corporações da região de Lisboa, especializada na defesa de aglomerados populacionais.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço divulgado hoje.

O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Este incêndio já consumiu cerca de 26.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

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