Esta posição consta de uma resposta hoje enviada pelo presidente da ANPC, Joaquim Leitão, ao primeiro-ministro, que na terça-feira o questionou sobre falhas na rede de comunicação SIRSP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) durante a operação de combate ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, distrito de Leiria.

"Poder-se-á inferir que, desde as 19:45 do dia 17 de junho até ao dia 20 de junho, se verificaram falhas na rede SIRESP no TO (Teatro de Operações). Por forma a minimizar as falhas da rede SIRESP, foram utilizadas as comunicações de redundância, nomeadamente, REPC - Rede Estratégica de Proteção Civil e ROB - Rede Operacional de Bombeiros, conforme se pode constatar na fita do tempo do sistema SADO (Sistema de Apoio à Decisão Operacional)", refere-se na carta enviada a António Costa e que está publicada no portal do Governo na Internet.

No que concerne às chamadas "comunicações de redundância", segundo o presidente da ANPC, "não foram registadas, até à presente data (22 de junho), quaisquer avarias nas estações que lhes dão suporte".

Já o impacto da interrupção da rede SIRESP, de acordo com a ANPC, "fez-se sentir, sobretudo, ao nível do comando e controlo das operações, por não permitir, em tempo, o fluxo de informação entre os operacionais e o posto de comando".

Estas situações, acrescenta Joaquim Leitão, "foram supridas com recurso às redes redundantes já referidas, permitindo assegurar as comunicações associadas à operação".

Na resposta ao chefe do Governo, o presidente da ANPC refere que o incêndio de Pedrógão Grande foi registado no dia 17 de junho, às 14:43, "com uma evolução muito rápida em todo o teatro de operações (TO), com excecional necessidade de recurso às habituais redes de suporte às comunicações operacionais, SIRESP e ROB".

"De acordo com o registo no SADO, as primeiras falhas ao nível das comunicações, inclusive na rede GSM [de comunicações móveis], são registadas pelas 19:45 [de sábado]. Após esta hora, existem vários 'reports' de dificuldades sentidas ao nível global das comunicações, designadamente entre o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria e o Posto de Comando Operacional (PCO), instalado em Pedrógão Grande e entre este e os operacionais no terreno", adianta o presidente da Proteção Civil.

Perante este constrangimento, acrescenta o mesmo responsável, ao nível do PCO, "foi elaborado um novo plano de comunicações, baseado apenas na rede ROB, com a atribuição de canais de manobra, táticos e de comando, garantindo a necessária interligação entre os três escalões da operação que estava em curso".

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