O secretário executivo da ANPDH, Álvaro Leiva Sánchez, afirmou, em conferência de imprensa, que entre sábado e segunda-feira tinham ocorrido também 120 detenções na sequência dos violentos confrontos, que mataram pelo menos 10 pessoas.

Dos 62 feridos, 61 são civis e um é oficial da Polícia Nacional, de acordo com o relatório da agência humanitária.

Os confrontos, segundo a agência humanitária, ocorreram quando simpatizantes do Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, apoiados pela Polícia Nacional, tentaram retirar grupos de manifestantes civis que mantêm uma barricada naquela cidade.

A Polícia da Nicarágua, por sua vez, atribuiu as mortes a “atos terroristas de crime organizado, que alteraram a ordem pública, a paz e a tranquilidade de indivíduos, famílias e comunidades”.

Segundo Álvaro Leiva Sánchez, são já 127 as pessoas que morreram na Nicarágua desde que os protestos contra o Governo de Ortega começaram a 18 de abril.

Os protestos contra o Presidente Daniel Ortega e a sua esposa e vice-Presidente, Rosario Murillo, começaram em abril por causa de reformas na Segurança Social e acentuaram-se devido às mortes registadas durante as manifestações.

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