O Governo de Hong Kong “deve manter-se fiel a esta direção e respeitar integralmente” aquele princípio, afirmou Xi Jinping, perante mais de dois mil convidados que assistiram, momentos antes, à cerimónia de posse da chefe do Executivo, Carrie Lam, primeira mulher a desempenhar o cargo.

Este conceito foi criado para defender a unidade do país e qualquer desafio à soberania ou apoio à oposição representa uma rutura do princípio “um país, dois sistemas”, acrescentou.

“Qualquer tentativa que ponha em perigo a soberania e segurança da China, desafie o poder do Governo central e a autoridade da Lei Básica de Hong Kong (…) é absolutamente inadmissível”, declarou.

O respeito e aplicação do princípio “um país, dois sistemas” responde às necessidades da população de Hong Kong, de manter a prosperidade e estabilidade de Hong Kong, serve os interesses fundamentais da nação e as aspirações partilhadas de todos os chineses, disse, de acordo com a agência noticiosa chinesa Xinhua.

Mas o Governo de Hong Kong deve fazer mais para responder aos desafios colocados pela economia, habitação, segurança e aumentar a educação patriótica, considerou.

Xi Jinping ofereceu a ajuda e força económica da China como “uma oportunidade” para revitalizar Hong Kong, numa altura em que o preço das habitações é incomportável para os residentes e a competitividade internacional do território diminuiu.

“Criar deliberadamente divergências políticas e provocar a confrontação não vai resolver os problemas. Pelo contrário, só vai impedir gravemente o desenvolvimento económico e social de Hong Kong”, advertiu.

Antes, Carrie Lam, de 60 anos, e os seus secretários juraram servir a China e Hong Kong e respeitar a Lei Básica, a miniconstituição do território.

O Presidente chinês chegou na quinta-feira a Hong Kong para as cerimónias do 20.º aniversário da transferência de soberania do Reino Unido para a China – 01 de julho de 1997 – e para investir a nova chefe do Executivo da Região Administrativa especial chinesa.

A cerca de um quilómetro de distância, um pequeno grupo de ativistas pró-democracia confrontou-se com a polícia e manifestantes pró-China. Pelo menos nove militantes pró-democracia foram detidos, indicou a agência noticiosa espanhola Efe.

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