Em março, equipas daquela universidade e da empresa pública DocaPesca – Portos e Lotas efetuaram em Aveiro as primeiras marcações de sáveis e lampreias-marinhas com um selo de origem desenvolvido a par do projeto-piloto Lota Móvel.

Com o Lota Móvel, as duas entidades pretendem promover a “sustentabilidade da pesca profissional no território de intervenção”, ao abrigo do programa LIFE Águeda, que compreende “ações de conservação e gestão para peixes migradores na bacia hidrográfica do Vouga”.

No entanto, no contexto de outro projeto, o mesmo selo de origem já está a ser também aplicado, na Figueira da Foz, aos peixes migradores da bacia do Mondego, disse hoje Pedro Raposo Almeida à agência Lusa.

“A adesão dos pescadores tem sido muito positiva”, acrescentou.

Nas bacias do Vouga e do Mondego, a época de pesca do sável terminou em 15 de março, enquanto a captura da lampreia pode ainda ser realizada nos dois rios e seus afluentes até sábado.

O investigador, que é igualmente um dos responsáveis do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, que reúne diversas instituições científicas portuguesas, disse que o selo de origem, “para valorização do sável e da lampreia-marinha” capturados na região Centro, “arrancou com sucesso”.

“A Universidade de Évora e a DocaPesca realizaram (…) as primeiras marcações com a etiqueta desenvolvida para atestar a origem do pescado desta região e a sua proveniência com base num modelo de pesca sustentável”, enfatiza uma nota divulgada pelo LIFE Águeda, que reúne outros parceiros.

Tanto em Aveiro como da Figueira da Foz, o sável e a lampreia-marinha passaram a ser vendidos com um selo que indica a origem do peixe e inclui o certificado de compra em lota, o que “valoriza as espécies alvo deste projeto que são objeto de exploração económica”.

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