"A verdade é que se impõe ao país coragem política", exclamou Heloísa Apolónia.

Para a deputada ecologista é necessária ação legislativa concreta, "mais do que perceber a trovoada seca que as autoridades garantem ter espoletado o incêndio florestal, mais do que perceber se algo falhou ao nível da comunicação, coordenação ou agilidade de decisão para enfrentar o drama, mais do que as imensas reflexões produzidas ao longo de anos sobre fogos florestais, mais do que a produção de novos relatórios a acrescentar aos muitos já produzidos".

"Até nos impõe mais do que a vontade política de mudar as causas que fragilizaram a nossa floresta e a tornaram mais vulnerável aos fogos e que estão mais do que identificadas e apontadas", reforçou.

Heloísa Apolónia condenou ainda a "exagerada e contínua área de eucaliptal, que é um rastilho dramático, o despovoamento e abandono da atividade produtiva do mundo rural, a insustentável liquidação dos serviços do Estado com responsabilidade na preservação da floresta e das matas".

O líder da bancada do PS disse à agência Lusa que os socialistas estão disponíveis para viabilizar a proposta do PSD referente à criação de uma comissão técnica independente sobre as causas do incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, depois de ter sido noticiado que o BE admitia a criação de uma comissão de inquérito para apurar o que aconteceu.

O parlamento aprovou hoje um voto de pesar pelas vítimas dos incêndios dos últimos dias no centro do país.

O voto, subscrito por todos os partidos e pelo presidente da Assembleia da República, foi lido por Eduardo Ferro Rodrigues no início de uma sessão solene de homenagem às vítimas dos incêndios que já fizeram 64 mortos e mais de 200 feridos desde sábado.

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