“Hoje estou muito feliz por anunciar que a Comissão Europeia decidiu dar ‘luz verde’ ao plano de recuperação português, depois de uma excelente cooperação com as autoridades portuguesas”, afirmou Ursula von der Leyen, após uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, no Centro Ciência Viva, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

O plano de recuperação português, o primeiro a ser aprovado, e que prevê projetos de 16,6 mil milhões de euros, dos quais 13,9 mil milhões de euros dizem respeito a subvenções a fundo perdido, “vai transformar profundamente a economia portuguesa”, considerou a presidente do executivo, que se deslocou hoje a Lisboa para anunciar formalmente a aprovação do plano nacional.

“As reformas e investimentos que [o PRR] inclui vão fazer com que Portugal saia desta crise mais forte e mais resiliente”, vincou Von der Leyen, acrescentando que o plano português “cumpriu claramente os critérios exigentes” estabelecidos pela Comissão Europeia.

Na perspetiva do executivo europeu, o PRR português não só é “ambicioso”, ao apresentar “uma visão de futuro”, como também “permitirá ajudar a criar um melhor futuro para Portugal, para os portugueses e para a UE”.

O objetivo do executivo é enviar “os primeiros fundos ainda em julho”, disse Von der Leyen, advertindo, contudo, que “o trabalho difícil começa agora”, pelo que o caminho da recuperação da UE “ainda não chegou ao fim”.

Portugal foi o primeiro país a receber a aprovação, por parte da Comissão Europeia, do plano de recuperação, depois de ter sido também o primeiro entre os 27 a apresentar a versão final do respetivo plano, em 22 de abril passado.

Frisando que esta é a "recuperação que a Europa precisa" e que "houve a jusante uma excelente relação com as autoridades portuguesas e exaustiva avaliação por parte da Comissão Europeia", von der Leyen  lembrou que "o trabalho duro" começa daqui para a frente e que o sucesso de Portugal será também o sucesso da Europa.

Por sua vez, o primeiro-ministro considerou que a aprovação dos primeiros planos de Recuperação e Resiliência (PRR) pela Comissão Europeia constitui "um marco histórico", demonstrando que a Europa agiu em conjunto para pôr a recuperação em marcha.

"A Comissão Europeia procedeu na terça-feira à emissão de dívida e a generalidade dos Estados-membros já apresentou os seus planos. Este é um marco histórico na União Europeia", declarou na conferência de imprensa o primeiro-ministro do Portugal, país que preside ao Conselho da União Europeia até junho.

António Costa afirmou depois que estes passos dados pela União Europeia "significam que a esperança se converteu agora em confiança".

"A Europa agiu em conjunto para colocar em marcha a recuperação", declarou, numa alusão à crise provocada pela pandemia da covid-19 desde fevereiro do ano passado.

Costa referiu que "este não é um plano só para responder à dor da nossa crise. Este é um plano para nos permitir ir mais rápido e mais além na convergência com a União Europeia".

O primeiro-ministro lembrou ainda que "este é, sobretudo, um plano para mudar a vida do dia a dia dos portugueses, com um Serviço Nacional de Saúde mais forte, com habitação mais acessível, com menos desigualdades e com maior qualidade de vida para os nossos idosos".

"Estamos a recuperar dos efeitos da crise pandémica, mas estamos também a construir um país que é mais resiliente e com os olhos postos nas futuras gerações, por isso a aposta estratégica nas florestas ou no mar e assumindo a ação climática e a transição digital como motores do nosso desenvolvimento", reforçou o primeiro-ministro, dizendo que "começamos hoje verdadeiramente a construir o nosso futuro".

António Costa referiu ainda a importância da "aposta no conhecimento como base de um país mais inovador, mais próspero e mais justo — um país que queremos construir para as próximas gerações".

O primeiro-ministro afirmou que, "depois de termos sido os primeiros [a entregar o plano e a vê-lo aprovado], queremos também ser os melhores na materialização plena do seu potencial, construindo um futuro que seja robusto, verde e digital, que não deixa ninguém para trás".

A Comissão Europeia considerou que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado por Portugal é "ambicioso e robusto", respeita os objetivos das transições climática e digital e apresenta mecanismos de controlo fortes.

Em linhais gerais, os serviços da Comissão Europeia entendem que o PRR português, se for bem concretizado, poderá contribuir para aumentar o potencial produtivo do país nos próximos anos.

Segundo Bruxelas, as vertentes relacionadas com a coesão económica, a produtividade e a competitividade "são diretamente abrangidas por quase todas as componentes do plano, abordando vários desafios inter-relacionados. Investimentos significativos são introduzidos para impulsionar a pesquisa e a inovação".

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