No final da semana passada, foram revelados pela imprensa nacional os grupos prioritários de vacinação à Covid-19, presentes numa proposta preliminar da 'task force' que está a preparar a estratégia de vacinação, que excluía do grupo com prioridade os idosos com mais de 75 anos e sem comorbilidades.

De acordo com a ministra de Estado e da Presidência, “o processo de decisão do plano de vacinação é um processo que ainda continuará nos próximos dias, com reuniões técnicas, do lado dos critérios de vacinação, com reuniões do lado da organização da logística da distribuição”, disse na sexta-feira passada. “E depois, finalmente, com uma decisão política sobre todo o processo que o Governo português comunicará”, referiu.

O coordenador deste grupo de trabalho, Francisco Ramos, tinha revelado nesse mesmo dia que os últimos detalhes ainda estavam a ser trabalhados e que, provavelmente, esta próxima semana a definição dos grupos prioritários ficará fechada.

O Jornal de Notícias avança que a apresentação do plano será mesmo esta semana e lembra que o Ministério da Saúde português ainda não confirmou se enviou a Bruxelas algum documento, ainda que preliminar na sequência de a presidente da Comissão Europeia ter pedido aos estados-membros que enviassem, até final de novembro, os seus planos de vacinação.

O setor logístico está a preparar-se, como consegue, numa fase em que ainda há várias incógnitas, para a distribuição das vacinas.

Segundo uma proposta de especialistas da DGS, reproduzida na sexta-feira nos jornais, as pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, os funcionários e utentes de lares de idosos e os profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados deverão ser os primeiros a ser vacinados contra a covid-19, perfazendo um total de 750 mil pessoas a vacinar.

Seguem-se 45 mil elementos das forças de segurança e da proteção civil e também doentes crónicos entre os 50 e os 75 anos — o que inclui diabetes ou cancro — sendo assim mais três milhões a precisar de vacinas prioritárias.

Ainda entre os grupos que deverão receber a vacina mais cedo encontram-se os idosos com mais de 65 anos, mas foram considerados de menor prioridade, sendo que a decisão terá em par sido tomada dado que ainda não há consenso científico quanto à eficácia das vacinas neste grupo.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, disse na sexta-feira que o governo recebeu uma proposta da DGS relativa à vacinação que "inclui todos os idosos dos lares, sem limite de idade", tal como "profissionais desses lares, profissionais de saúde, forças da autoridade, doentes com comorbilidades".

"Portanto esta é que é a realidade da proposta que recebemos", a qual "ainda não foi analisada pelo Ministério da Saúde", mas que, "a seu tempo, com ponderação e serenidade", será alvo de análise e de "decisão política", disse.

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