"Aquilo que a ministra [da Coesão Territorial] se comprometeu foi: Uma redução ainda este ano e a curto prazo, e o estudo anual para continuar este caminho. Portanto, redução este ano, já, e depois continuar a discutir a continuação do caminho de reduções", afirmou Luís Garra, da União de Sindicatos de Castelo Branco, entidade que integra a Plataforma.

Este responsável falava em conferência de imprensa realizada hoje, na Covilhã, distrito de Castelo Branco, com o objetivo de dar a conhecer as principais conclusões de uma reunião realizada na segunda-feira entre elementos da Plataforma, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, e o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado.

Um encontro de trabalho que, para os membros da Plataforma, marcou um "ponto de viragem" na postura do Governo relativamente à matéria e de onde retiraram "vários sinais positivos".

Esta estrutura explicou que ainda não foram firmados valores ou percentagens de redução, adiantou que a mesma será para todos os utentes e assumiu a expectativa de que seja um "valor expressivo".

"Penso que uma reunião destas, com a presença efetiva do Governo, fazerem-nos ir a Lisboa para nos oferecerem 1 ou 2%, não estamos aí. Nem sequer estamos a pensar que seja isso", referiu José Gameiro, da Associação Empresarial da Beira Baixa.

Segundo referiram, "há vários cenários" a ser avaliados, todos com vista a uma "redução progressiva" dos valores atuais.

"As medidas que nos foram ditas deverão ser progressivas, não poderão ser discriminatórias e o processo está a ser estudado de forma que tenha sustentabilidade futura e que não seja apenas uma medida avulso", referiu Ricardo Fernandes, do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior.

A data para o anúncio da redução ainda não foi revelada, mas a Plataforma acredita que possa ser "muito em breve", designadamente durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2020.

Depois de em dezembro de 2019 ter apresentado uma proposta que reivindicava a abolição "imediata" para os residentes e reduções progressivas até à abolição para os restantes utentes, esta estrutura assume que o prometido ainda não corresponde às exigências, mas congratula-se com o caminho iniciado.

"Permitirá uma redução do custo de contexto mais importante que temos na região, que são as portagens que têm efeitos negativos para as empresas, residentes e turistas", frisou Luís Veiga, do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior.

Esta estrutura também garante que, "independentemente do que venha a ser anunciado", vai continuar a "trabalhar" até que o objetivo final da abolição seja atingido.

Na conferência de imprensa de hoje, foi ainda referido que os problemas do Interior e da convergência necessária também foram abordados na reunião com os governantes e que estes mostraram "preocupação" e prometeram "empenho" nessa matéria.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

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