Citadas pela agência noticiosa EFE, fontes do Supremo Tribunal de Justiça espanhol não conseguiram especificar quando é que os três jovens, de 20 e 25 anos, serão ouvidos em audiência.

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, confirmou a detenção do grupo, mas não quis adiantar se os investigadores estão a trabalhar com alguma hipótese concreta sobre o motivo da agressão.

“Todos os elementos incriminatórios estão a ser analisados, assim como outros que podem determinar o que aconteceu”, adiantou o governante.

Fernando Grande-Marlaska, segundo EFE, pediu ainda aos meios de comunicação social para que deixem as forças policiais “trabalharem com calma”, porque estão a fazer um trabalho “relevante”.

De acordo com o ministro do Interior, a investigação continua aberta e não estão descartadas mais detenções, lembrando que a polícia, em conjunto com o Ministério Público e o Tribunal, está a analisar todos motivas que podem estar na causa do homicídio.

Hoje de manhã, fontes próximas da investigação disseram à EFE que pelo menos 15 pessoas terão sido interrogadas, antes das detenções.

Segundo a agência de notícias espanhola, neste momento, todas as vias de investigação encontram-se abertas para esclarecer o homicídio, embora os primeiros indícios apontem para o facto de o motivo das agressões não ter sido de caráter homofóbico.

Na madrugada de sábado, Samuel Luiz foi agredido por várias pessoas quando fazia uma videochamada, depois de um grupo de jovens ter pensado que estava a ser filmado.

Apresentando vários hematomas e pancadas significativas na cabeça, o jovem acabou por não resistir aos ferimentos e morreu duas horas depois de ter sido intervencionado no Complexo Hospitalar da Corunha.

Na segunda-feira, milhares de pessoas manifestaram-se em várias cidades de Espanha para exigir justiça no caso do homicídio de Samuel Luiz.

As concentrações emotivas de protesto sucederam-se em Corunha, Barcelona, Madrid e Valência, sob a comoção do assassínio do jovem, que já foi condenado pelo presidente do governo, Pedro Sánchez, na rede social Twitter.

Na cidade galega, cenário do crime, milhares de pessoas concentraram-se na Praça Maria Pita, convocados por coletivos LGBT, que atribuíram a morte ao ódio homofóbico.

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