Aos gritos “Sim, é possível!”, os manifestantes conseguiram caminhar apenas 400 metros pelo famoso Paseo del Prado, em Havana, antes de serem dispersados pela polícia.

Queriam protestar contra o cancelamento da tradicional “conga”, organizada anualmente, no Dia contra a Homofobia, pelo Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), sob o patrocínio do Ministério da Saúde cubano.

Pelo menos três manifestantes foram detidos, segundo a agência France-Presse (AFP).

Na segunda-feira, o Cenesex anunciou na sua página oficial na rede social Facebook que a decisão de cancelar o evento foi tomada pelo Ministério da Saúde “dada a atual conjuntura vivida pelo país”, que se prepara para enfrentar a pior crise económica em décadas.

O desfile de 2019 teria sido o primeiro depois da aprovação em abril da nova Constituição cubana, que chegou a ter prevista uma modificação abrindo caminho ao casamento homossexual, embora não tenha sido incluída no texto final.

A suspensão da iniciativa coincide com as medidas de austeridade anunciadas pelo governo de Cuba, perante as renovadas pressões dos Estados Unidos, a ineficiência da economia cubana e a crise na Venezuela, o principal parceiro comercial da ilha.

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