A operação da Polícia Judiciária decorreu em articulação com o DIAP Regional de Coimbra, "no quadro de uma operação policial da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ), integrando peritos do Laboratório de Polícia Científica, e em estreita cooperação com a Guardia Civil".

Em comunicado, a PJ já confirmou também, adiantando que "foi apreendido vasto material probatório, correlacionado com as atividades terroristas levadas a cabo por este grupo independentista, destacando-se, inúmeros utensílios utilizados na fabricação de engenhos/artefactos explosivos, nomeadamente relógios, temporizadores e telemóveis preparados como dispositivo de ativação remota de cargas explosivas; dispositivos pirotécnicos e engenhos explosivos improvisados, uma carga total de aproximadamente 30 kg pólvora, livros, apontamentos manuscritos e manifestos de propaganda dos ideais da Resistência Galega".

A PJ revela que se "apreendeu ainda uma panela de pressão, para confinamento de carga explosiva, igual às usadas por este grupo terrorista em diferentes atentados, bem como material utilizado para falsificação de documentos, como carimbos de instituições públicas espanholas e plastificadoras a quente".

Adianta ainda que "o material apreendido foi remetido à Autoridades espanholas, devidamente acondicionado".

Face à sua atividade extremista, a Resistência Galega, em 2014 foi considerada pelo Supremo Tribunal de Justiça espanhol, um grupo terrorista.

Desde o ano de 2006 que os líderes desta organização viviam na clandestinidade, tendo sido detidos pelas autoridades espanholas em junho de 2019, encontrando-se atualmente a aguardar julgamento, sujeitos à medida de coação de prisão preventiva.

No dia 9 de novembro de 2019, após partilha de informações e cooperação policial entre os dois Estados, foi localizado um imóvel em Coimbra, associado aos líderes da “Resistência Galega” e utilizado como “casa de recuo.”

Informa ainda a PJ que "no decurso da investigação, além das ligações logísticas a território nacional, não foi identificada qualquer outra ligação efetiva ou envolvimento direto de cidadãos nacionais na organização terrorista".