De acordo com a edição de hoje do jornal Público, a Polícia Judiciária (PJ) abriu investigação a vários casos de alegados crimes ligados ao auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas e escravatura na zona de Odemira.

Segundo o diário, a PJ encontra-se em fase de recolha das provas no âmbito destas investigações. No entanto, é adiantado por uma fonte ao jornal de que não é crível que estes crimes tenham ocorrido fruto de grandes redes de tráfico, sendo que a investigação aponta para que se tratem de casos avulso e de pequenas redes.

A notícia surge depois do presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro, ter revelado ontem à tarde já ter denunciado situações consideradas suspeitas e que estão na base da existência de “muitos trabalhadores migrantes” no concelho“há cerca de dois anos” à Polícia Judiciária e que ele próprio já foi ouvido.

No entanto, estes casos vão além dos denunciados pelo autarca, adianta o Público.

Ao mesmo jornal, um dirigente da delegação de Beja da associação Solidariedade Imigrante (Solim) diz já terem sido apresentadas queixas quanto a abusos em Odemira, nomeadamente de casos em que os patrões retém documentos ou ficam com as passwords dos trabalhadores do sistema de acesso ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), impedindo-os de entrar no mesmo para poder fazer o pedido de autorização de residência.

A possível exploração dos trabalhadores agrícolas em Odemira tornou-se um tema premente depois do Governo ter decidido decretar uma cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, devido à elevada incidência de casos de covid-19, sobretudo nestes trabalhadores do setor agrícola.

António Costa sublinhou também que “alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações”, relatando situações de “risco enorme para a saúde pública, para além de uma violação gritante dos direitos humanos”.

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