Os dados foram avançados hoje pelo presidente do IPB, Orlando Rodrigues, que atribui estes resultados à redução das vagas nas universidades de Lisboa e do Porto, que acabaram por beneficiar mesmo, como considerou, outras instituições, nomeadamente do interior do país.

“Houve uma política de coesão nacional no ensino superior que implicou a redução de vagas em Lisboa e Porto de 5%, permitindo o aumento nas restantes instituições. Receava-se um pouco que a medida fosse absorvida pelas universidades do litoral, mas na verdade o IPB revelou-se como uma das instituições que maior capacidade teve para atrair esses alunos”, afirmou.

O presidente do IPB fez hoje a análise da primeira fase de acesso ao ensino superior e indicou que a instituição transmontana foi “tanto em valores absolutos, como em valores percentuais, a segunda instituição que mais cresceu este ano” a nível nacional.

A direção do politécnico de Bragança estima conseguir colocar este ano, nos diferentes concursos de acesso e no global, cerca de 2.800 alunos (2.000 nas licenciaturas e cerca de 800 nos mestrados), o que acontecerá pela primeira vez e representará o maior número de entradas.

Este número significará, segundo Orlando Rodrigues, mais 600 alunos que no anterior ano letivo e o politécnico ultrapassará os sete mil estudantes no total das cinco escolas superiores de Bragança e Mirandela.

O presidente do IPB especificou que foram colocados nesta instituição “na primeira fase 774 alunos, mais 63 que no ano passado, o que significa um crescimento de 9%”.

Além do acesso geral, noutros regimes, nomeadamente quanto aos alunos internacionais, as candidaturas “cresceram 25% face ao ano passado” e o número de candidatos é “já mais do dobro das vagas disponíveis”.

Nos cursos técnicos profissionais, os chamados CTeSP, a subida de candidatos foi de 32% e nos mestrados, fonte importante de atração de alunos internacionais, o aumento de 30%.

“É um panorama que nos dá satisfação”, afirmou o presidente, acrescentando que “está de acordo com aquilo que são as estratégias de crescimento” do politécnico de Bragança.

O concurso nacional de acesso ao Ensino Superior ainda continua a ser a principal fonte de alunos, representando 55% das entradas, mas os concursos internacionais e STeSP já representam 45% do total de novos estudantes.

O politécnico de Bragança continua a ter cursos com zero candidatos no concurso nacional de acesso, o que o presidente desvalorizou.

“O que acontece sempre é que os cursos das engenharias têm maior dificuldade de colocação no concurso nacional de acesso em virtude da prova de matemática e de física que são exigências para a entrada nesses cursos, mas são depois cursos muito procurados pelos alunos internacionais, como pelos outros regimes de acesso”, afirmou.

O responsável deu como exemplo o curso de Agronomia que “acaba por encher sempre pelos outros regimes de acesso”, garantindo que “os cursos de engenharia ficam também com as vagas praticamente preenchidas”.

Os cursos mais procurados no IPB são Gestão, Desporto ou Solicitadoria. Neste ano letivo abriu o curso de Comunicação e Jornalismo. em Mirandela, que esgotou.

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