"Estamos a trabalhar com Marrocos uma ligação elétrica entre os dois continentes. É dessa forma que o mundo tem de olhar na sua relação complementar, onde podemos produzir e consumir energia. Temos uma grande necessidade de estarmos interligados com outros países e outros mercados", argumentou Sanches.

O projeto ainda está em fase de estudo, mas a expectativa é que em 2017 já seja aberto o concurso para a construção da ligação entre a Europa e África.

O secretário de Estado defendeu a ampliação das conexões entre a produção de energias renováveis entre os dois países. Do lado de Portugal, o país poderia contribuir com o que produz de energia a partir de fontes hídricas e eólica. Já do lado marroquino, o país tem a maior central solar do mundo, no deserto.

"O futuro tem a ver com a gestão da eletricidade e com a capacidade de interligações. Precisamos ter redes eficazes e eficientes. É um processo que começou este ano, estamos a estudar o nível técnico e o modelo económico. Há um grande interesse político entre os dois países", comentou.

A interligação entre os dois continentes seria feita através de um cabo submarino de 01 Gigawatt.

Ainda não há previsão de custo, mas um exemplo semelhante realizado entre Holanda e Reino Unido, com um cabo submarino de 220 quilómetros, teve um custo de cerca de 400 milhões de euros. Sanches acredita que o projeto entre Portugal e Marrocos possa assemelhar-se a este custo.

"Não foi necessário recorrer a contribuições dos impostos nem ao pagamento pelos consumidores na tarifa. Paga-se a si próprio, a rentabilidade é pela energia que passa. Mas só após os estudos poderemos ter certeza. No próximo ano, haverá todas as condições para que os governos possam lançar o concurso para a construção e gestão do cabo", destacou.

Atualmente, Portugal tem 60 por cento de energias renováveis em capacidade instalada.

Segundo a meta da União Europeia para Portugal em 2020, o país deverá alcançar 20 por cento de quota de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final bruto.

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