Em comunicado, a Europol, que coordenou a operação, refere que esta ação conjunta decorreu entre 28 de junho e 04 de julho, envolveu 18 países europeus e foi apoiada pela agência europeia de controlo de fronteiras Frontex.

Segundo a Europol, a operação centrou-se essencialmente em menores desacompanhados ou que fugiram de centros de acolhimentos, uma vez que este grupo de crianças é frequentemente denunciado pelo uso de documentos falsos.

A Europol precisa que o foco da fiscalização incluiu também menores detetados nas fronteiras, bem como aqueles que viajam dentro da UE ou países associados ao espaço Schengen.

Outro foco desta operação foi o tráfico intra-União Europeia, onde as crianças são frequentemente traficadas por familiares para mendigar, criminalidade forçada e exploração sexual.

A operação visou ainda redes criminosas e facilitadores envolvidos no tráfico de seres humanos que usam documentos fraudulentos.

A Europol avança que foram detidas 175 pessoas, 78 suspeitos foram identificados e foram iniciadas 181 novas investigações.

A operação permitiu identificar 187 potenciais vítimas de tráfico de seres humanos, 92 das quais eram menores.

Nesta operação conjunta estiveram envolvidas polícias de vários países europeus, agências de imigração e controle de fronteiras, serviços de assistência social e proteção à criança, entidades que fiscalizam os transportes e inspeções do trabalho

De acordo com a Europol, as autoridades envolvidas concentraram-se nas passagens de fronteira e nos principais centros de transporte para identificar potenciais vítimas e suspeitos de tráfico de seres humanos.

Cada país adaptou a sua atividade de acordo com os tipos de tráfico de crianças prevalentes no país, indica ainda a Europol.

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