De acordo com o relatório de monitorização das “linhas vermelhas” da pandemia, da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Ricardo Jorge (INSA) , também o número de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma “tendência fortemente crescente”.

As UCI registam atualmente uma taxa de ocupação de 40% do valor crítico definido de 255 camas, quando na semana passada a ocupação de camas em cuidados intensivos estava nos 28%.

Quanto ao índice de transmissibilidade (Rt), o relatório dá conta igualmente de uma tendência crescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,19) e em todas as regiões.

A manter esta taxa de crescimento, a nível nacional, estima-se que o limiar de 480 casos em 14 dias por 100 000 habitantes possa ser ultrapassado em menos de 15 dias, alerta.

Em linha com estes dados, também a mortalidade específica por covid-19 (15,5 óbitos em 14 dias por 1.000.000 de habitantes) apresenta uma tendência crescente, embora esta taxa de mortalidade revele “um impacto moderado da pandemia na mortalidade”.

No grupo etário com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos de infeção por 100.000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 211 casos, valor que se espera vir a aumentar.

A nível nacional, a proporção de testes positivos foi de 4,7% (na semana anterior foi de 4,3%), acima do limiar definido de 4%, indica o relatório, apontando para um aumento do número de testes realizados nos últimos sete dias.

A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 2,6%, ligeiramente abaixo dos 2,8% da semana passada, mantendo-se abaixo do limiar de 10%.

Nos últimos sete dias, 88% dos casos de infeção por covid-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação (na semana passada foi de 96%) e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 81% dos casos.

Em todas as regiões do país, a variante dominante é a Delta, com “uma frequência relativa de 100%” dos casos avaliados na semana de 8 a 14 de novembro.

Até à data, não foram detetados casos da nova linhagem Omicron, sublinha o relatório.

O documento destaca que a análise dos diferentes indicadores revela “uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade elevada, com tendência fortemente crescente a nível nacional”.

A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são ainda moderados, mas com tendência crescente.

A emergência de uma nova linhagem (Omicron) “com elevado número de mutações”, e com aparente disseminação na África do Sul nas últimas semanas, “suporta a necessidade de reforçar a vigilância epidemiológica, virológica e do controlo de fronteiras em Portugal, até serem conhecidas mais informações”.

Portugal registou hoje mais 3.205 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e oito mortes associadas à covid-19, além de um novo aumento do número de internados em enfermaria.

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