“Aqueles de nós que fomos ou somos voluntários, numa ou várias causas por que se desdobra a mesma causa social, que fomos ou somos autarcas, ou decisores públicos, sociais ou privados, ou meramente trabalhadores de uma faina mais notória ou mais modesta, sabemos, como sabem os que convosco trabalharam ou trabalham num conjunto empenho profissional, que a verdadeira chave do sucesso dos passos já dados ou que temos de dar se chama colaboração”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente falava na sessão de encerramento do Ano Nacional da Colaboração, no âmbito da V Conferência Internacional sobre Governação Integrada, no Palácio de Belém, em Lisboa.

O chefe de Estado acentuou a ideia de que sozinho não se vai “tão longe e tão bem”.

“Só abatendo bandeiras, destruindo barreiras, ultrapassando capelinhas, apagando vaidades, deslumbramentos pessoais ou institucionais chegaremos lá”, defendeu.

Na perspetiva de Marcelo Rebelo de Sousa, “colaboração é o qualificativo mais recente e mais apurado de algo que é o cerne” da saga do Fórum para a Governação Integrada, que é “a partilha, a entreajuda, o entrosamento, o encontro constante de vontades, de propósitos e de ações”.

“Se colaboração é o nome mais abrangente para tudo isso alcançar, que seja e seja duradouramente colaboração, desde que a tecnocracia, a neutralidade verbal, a frieza constante da evidência nominal não matem o espírito, não apaguem a alma, não convertam em repetição aquilo que é de cada vez sempre diferente”, alertou.

O Presidente da República quis ainda deixar “uma segunda palavra” destinada “a apelar ao júbilo que a colaboração sempre envolve”.

“Júbilo por décadas de espera que foram ultrapassadas como na circulação das pessoas nas áreas metropolitanas, ou na resposta a ações de emergência como nos fogos, como noutros flagelos naturais, como nos riscos de pandemias, como no quotidiano de enfrentar a pobreza, a desigualdade, a dependência, os inúmeros desafios da educação, saúde, ambiente, da vida em comunidade”, elencou.

Marcelo Rebelo de Sousa quis ainda sublinhar a “diversidade múltipla dos desafios a enfrentar” uma vez que “os humanos, devendo ser unos, são por natureza diversos e múltiplos”.

“São diferentes em si e na unidade de cada ser há uma diversidade de problemas cada vez mais complexas. Só por artifício se podem separar as pessoas em categorias ou tipos ou grupos estanques de esquecidos, de minimizados, de marginalizados porque o mais frequente é serem, é sermos, tantas e tantas vezes um pouco de tudo por causa de tudo”, apontou.

De acordo com página oficial, o Fórum para a Governação Integrada é uma rede colaborativa informal de instituições públicas e privadas que estuda, reflete e age sobre problemas complexos, promovendo modelos de governação integrada, tendo promovido em 2019 o Ano Nacional da Colaboração.

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