Humberto Vasconcelos falava aos jornalistas durante a visita que efetuou à Festa da Castanha que decorre na freguesia do Curral das Freiras, no concelho de Câmara de Lobos, o município vizinho a oeste do Funchal.

"Temos uma quebra elevada, acima dos 50%", disse, realçando que existe "um problema nos castanheiros, que surgiu há mais de quatro anos" e que está a ser efetuado "um trabalho no sentido de tentar combater esta praga".

O responsável referiu que já foi entregue à Secretaria Regional do Ambiente da Madeira "um estudo de impacto ambiental, para se pronunciar sobre os efeitos secundários da introdução de um parasitóide para dar continuidade ao combate a esta praga".

Humberto Vasconcelos apontou que este tipo de solução já foi experimentada na Itália e no norte de Portugal, mas a Madeira é "uma ilha e tem um 'habitat' complemente diferente do continente".

Sobre os apoios aos produtores afetados por esta situação, o governante argumentou que "este tipo de perdas são naturais", existindo também outras culturas afetadas (pero, cerejas) por este tipo de fenómenos, que, sublinhou, advêm da "especificidade da agricultura", pelo que não estão cobertos pelo seguro de colheitas.

"Temos é que combater os problemas, tentando diminuir as pragas e, neste caso, os castanheiros não temos tratamento químico e estamos a tentar este tratamento biológico", realçou.

Humberto Vasconcelos mencionou que os agricultores "podem concorrer aos fundos", recordando que, "no ano passado foram triplicadas as verbas".

"Em novembro vamos pagar três vezes mais verbas aos agricultores que têm produção agrícola e aí estamos a compensar", declarou.

Segundo os dados da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas da Madeira, a produção de castanha na região ocupa uma área de 94 hectares, ocupando esta cultura - com base no último Recenseamento Geral da Agricultura (2009)- 555 agricultores, a maioria nas freguesias do Curral das Freiras, Jardim da Serra e Serra de Água.

Em 2015, foram produzidas 99 toneladas de castanhas, mas, este ano, devido aos prejuízos provocados pela Vespa-das-galhas-do-castanheiro (Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu), é expectável "uma quebra na ordem dos 50 a 70%, ou seja, um quantitativo a variar entre as 30 a 50 toneladas".

O valor da produção passou de 211.500 euros, em 2014, para mais de 283 mil euros em 2015, o que representa um acréscimo de 34%, "dado a cotação média da castanha" e deram entrada no centro de processamento, no ano passado, 29.417 quilos.

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