“Não chega, como é muito justo que se faça numa altura destas, bater palmas a estes profissionais, a todos eles. É enorme o reconhecimento de todos os portugueses. Mas de facto a pergunta ‘quem cuida de nós’ continua sem a necessária reposta”.

Falando aos jornalistas em Coimbra após um encontro com profissionais da saúde, o candidato comunista considerou que “cuidar destes trabalhadores” é valorizar as suas carreiras, os seus salários, dignificar os seus horários e contratar os profissionais em falta.

“O Presidente da República não pode poupar esforços em desenvolver destes dois preceitos constitucionais: direito ao trabalho com direitos e direito à proteção na saúde através do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.

Questionado pelos jornalistas sobre a forma como se pode combater a saída de enfermeiros para trabalhar no estrangeiro, João Ferreira respondeu que “seguramente não é como está a acontecer”, com contratos de “quatro meses e a receber seis euros à hora”.

Para o candidato comunista, a única maneira de cativar estes profissionais da saúde é “garantindo condições de estabilidade” às suas carreiras, já que o país tem um défice de enfermeiros e não vai precisar deles “só durante quatro meses”.

Ao final da manhã, João Ferreira teve um encontro com trabalhadores da Saúde, junto à portaria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), onde ouviu algumas das queixas dos profissionais desta área.

Francelina Cruz, auxiliar de ação médica no internamento do CHUC, relatou que a falta de pessoal “é geral” e que os profissionais estão “exaustos” e com a sua saúde mental afetada, alguns a cumprirem turnos de 12 horas.

Já o enfermeiro Paulo Anacleto considerou que os hospitais daquela cidade está em “pré-ruptura”, devido, sobretudo, à “fusão dos hospitais de Coimbra”, que engloba os hospitais da Universidade de Coimbra e o dos Covões

“O hospital dos Covões está assoberbado com doentes covid, estamos a viver uma situação calamitosa”, descreveu, notando que há espaço público em Coimbra para responder à situação, se o antigo hospital militar entretanto convertido em centro de saúde passasse a receber doentes com covid-19 que não fossem graves.

Ao final da tarde, João Ferreira participa na iniciativa “Um horizonte de esperança para o desenvolvimento na Península de Setúbal”, na Baixa da Banheira e à noite contacta com trabalhadores da recolha de resíduos, em Palmela.

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