Em declarações a jornalistas cubanos à chegada a Nova Iorque, onde irá participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente, que sucedeu aos irmãos Fidel e Raúl Castro dia 19 de abril, disse querer denunciar o embargo que persiste desde 1967.

Díaz-Canel acrescentou trazer uma mensagem de paz e o objetivo de estabelecer uma “relação civilizada apesar das diferenças ideológicas”.

Desde 1991 que Cuba apresenta anualmente à assembleia geral da ONU uma resolução não vinculativa a apelar ao fim do embargo americano.

Somente o Congresso dos Estados Unidos pode anular o embargo, efetivo há mais de 50 anos.

Washington absteve-se em 2016, depois de uma melhoria nas relações entre os dois países, iniciada em 2014 pelo presidente democrata Barack Obama, e pelo restabelecimento das relações diplomáticas em 2015.

No ano passado, já sob a presidência de Donald Trump, Washington votou contra.

A administração Trump travou o processo de reconciliação iniciado por Obama em 2014 e Díaz-Canel descreve-a como uma “administração com a qual é difícil estabelecer uma relação de igualdade”.

Com a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, as relações entre os dois países pioraram, em parte por causa da denúncia a ataques feitos contra 26 diplomatas americanos em Havana desde 2016.

Cuba nega qualquer implicação nos incidentes, acusando Washington de “fabricar um problema”.

Washington reduziu para metade a sua presença diplomática na ilha e expulsou 15 diplomatas cubanos do seu território.

O discurso de Díaz-Canel da assembleia-geral da ONU, previsto para dia 26 de setembro, 58 anos depois do primeiro discurso de Fidel Castro no mesmo local, será a primeira intervenção do presidente cubano frente à comunidade internacional.

Esta é a segunda viagem que Díaz-Canel faz como presidente de Cuba, depois de uma ida à Venezuela, em maio deste ano.

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