“Conseguir justiça no assassínio do presidente (do Governo) mártir Rafic Hariri e os seus companheiros responde ao desejo de todo o mundo para que se conheçam as circunstâncias deste crime hediondo que ameaçou a paz e a estabilidade do Líbano”, afirmou Aoun, em comunicado.

Os juízes do Tribunal Especial, com sede em Leidschendam, perto de Haia, nos Países Baixos, consideraram hoje “comprovadas as acusações” contra Salim Jamil Ayyash, presumível membro do grupo xiita libanês Hezbollah, na preparação do ataque contra Hariri, apesar de não ter provas de que os líderes do movimento participaram no ataque.

Logo após a leitura da sentença, o Presidente libanês considerou que hoje é uma “oportunidade” para lembrar as posições de Hariri e os “seus apelos constantes pela unidade e solidariedade”, além de “unir esforços para proteger o país de qualquer tentativa para semear a sedição”.

Aoun recordou que Hariri costumava dizer: “ninguém é maior do que este país”.

“Esperamos que a justiça seja feita por todos os crimes semelhantes que têm como alvo líderes (…) cuja ausência da política libanesa deixou um grande vazio”, acrescentou.

Por outro lado, o primeiro-ministro em funções do Líbano, Hasan Diab, desejou que a sentença “seja um caminho para alcançar justiça e a estabilidade, como costumava sonhar o presidente mártir”.

Diab acrescentou que se o Líbano atingisse esses objetivos, será “forte e sujeito à sua unidade nacional e paz social”.

O tão esperado veredito dos autores do assassínio de Hariri e outras 21 pessoas a 14 de fevereiro de 2005 foi divulgado num momento particularmente delicado no país, depois das explosões no porto de Beirute que devastaram boa parte da capital e provocaram, pelo menos, 180 mortos.

O Tribunal Especial para o Líbano, estabelecido em 2009, afirmou hoje que “a Síria e o Hezbollah podem ter tido motivações” políticas na morte do antigo primeiro-ministro, mas que o tribunal não recebeu nenhuma prova do seu envolvimento.

O Hezbollah tem uma influência proeminente na política libanesa e apoiou a nomeação de Aoun, enquanto participava com os seus milicianos no conflito da Síria desde 2011, a favor do Presidente do país, Bashar al-Assad.

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