O apelo consta de uma carta assinada por 21 presidentes, entre eles Frank-Walter Steinmeier (Alemanha), Emanuel Macron (França) e Sergio Mattarella (Itália), com que assinalam o Dia da Europa, que é comemorado no domingo, pelo segundo ano consecutivo em pandemia de covid-19.

“São múltiplos os desafios que enfrentamos enquanto europeus: do combate à crise climática e do desenvolvimento de economias verdes, a par do equilíbrio da concorrência crescente entre as grandes potências, aos esforços de transformação digital das nossas sociedades”, lê-se no texto intitulada “Falemos sobre a Europa”, apresentado numa página e meia A4, em 12 parágrafos e com um total de 4.431 carateres.

No texto, defendem ser necessário desenvolver “novos métodos e novas soluções” e alerta que, “enquanto democracias”, a força da UE “reside em envolver as diversas vozes” dos países europeus para identificar “qual o caminho a seguir”.

“Quanto mais pessoas participarem numa discussão ampla e de mente aberta, melhor para a nossa União”, afirmam, pedindo aos cidadãos europeus que “aproveitem esta oportunidade única” para “moldar (…) o futuro comum” e participem na conferência sobre o futuro da Europa.

O projeto europeu, “sem precedentes na história”, realçam, “é um projeto de paz e reconciliação”, e cujos “princípios fundamentais” continuam a ser “de extrema relevância nos dias de hoje” – “liberdade, igualdade, respeito pelos direitos humanos, Estado de direito e liberdade de expressão, solidariedade, democracia e lealdade entre os Estados-membros”.

O que a Europa precisa, defendem, é uma UE “forte e eficaz, uma União Europeia que seja líder mundial na transição para um desenvolvimento sustentável, neutro no que respeita ao clima e com suporte digital” e com a qual todos se identifiquem.

E esse objetivo é possível, ainda que a União “pareça por vezes mal equipada para enfrentar os numerosos desafios que surgiram durante a última década – da crise económica e financeira aos desafios inerentes à luta por um sistema migratório justo e equitativo na UE e contra a pandemia em curso”.

“Estamos conscientes de que a situação seria muito mais difícil para cada um de nós se estivéssemos sozinhos”, acrescentam.

Os presidentes europeus manifestaram-se solidários com as vítimas de covid-19, na Europa e no Mundo, e recordaram como esta crise pandémica fez recordar “o que é verdadeiramente importante” na vida.

“A nossa saúde, a relação que temos com a natureza e com os nossos semelhantes, a solidariedade mútua e o trabalho em conjunto. Suscitou questões sobre a forma como vivemos as nossas vidas. Evidenciou os pontos fortes da integração europeia, bem como as suas fraquezas. Urge que falemos sobre todos estes assuntos”, assinalaram.

A carta é assinada por Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Frank-Walter Steinmeier (Alemanha), Alexander Van der Bellen (Áustria), Rumen Radev (Bulgária), Miloš Zeman (República Checa), Nicos Anastasiades (Chipre), Zoran Milanović (Croácia), Zuzana Čaputová (Eslováquia), Borut Pahor (Eslovénia), Kersti Kaljulaid (Estónia), Sauli Niinistö (Finlândia), Emanuel Macron (França), Katerina Sakellaropoulou (Grécia),  János Áder (Hungria), Michael D. Higgins (República da Irlanda), Sergio Mattarella (Itália) , Egils Levits (Letónia), 18 Gitanas Nausėda (Lituânia), George Vela (Malta), Andrzej Duda (Polónia) e Klaus Iohannis (Roménia).

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