De acordo com um porta-voz do gabinete do chefe do Governo britânico, citado pela agência EFE, Rishi Sunak considera que o museu londrino é “o sítio adequado” para expor os vestígios arqueológicos que o Governo de Atenas quer recuperar.

Numa entrevista à BBC, o primeiro-ministro grego defendeu que “estas esculturas pertencem à Grécia e foram essencialmente roubadas”, acrescentando que não se trata de “uma questão de propriedade, mas um argumento para a sua reunificação” em Atenas.

Kyriakos Mitsotakis deverá reunir-se na terça-feira com Rishi Sunak e com o líder da oposição, o trabalhista Keir Starmer, favorito para vencer as eleições britânicas do próximo ano.

O porta-voz do primeiro-ministro britânico referiu hoje, em declarações aos jornalistas, que Rishi Sunak não tenciona alterar a lei de 1963, que proíbe a alienação de objetos museológicos, e também não é favorável a um acordo para o seu empréstimo.

Da mesma forma, rejeitou o argumento apresentado por Kyriakos Mitsotakis, na entrevista à BBC, de que manter os vestígios arqueológicos em Londres “é como se a Mona Lisa fosse cortada ao meio, permanecendo uma parte no Louvre [em Paris] e outra no Museu Britânico”.

A especulação em torno de um novo acordo sobre os mármores aumentou recentemente, depois de o presidente do Museu Britânico, George Osborne, ter indicado num discurso que estavam a ser “explorados caminhos” para poder mostrar-se os vestígios na Grécia.

O partido Trabalhista britânico, por outro lado, deu indicações de que estará disposto a discutir um acordo que permita um empréstimo dos mármores à Grécia.

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