Berman disse que não costuma dar informações sobre quem coopera ou não com investigações, mas que neste caso abriu uma exceção porque o próprio príncipe ofereceu ajuda publicamente.

"É justo que as pessoas saibam se o príncipe Andrew cumpriu o seu compromisso público", disse o procurador.

Contactado pela AFP, o Palácio de Buckingham não reagiu imediatamente às declarações de Berman.

Epstein, milionário de 66 anos que era amigo de várias celebridades, entre elas Donald Trump, suicidou-se na prisão em Nova Iorque em agosto após ser acusado pelo Ministério Público de abusar sexualmente de dezenas de menores de idade.

Jurava ser inocente, mas enfrentaria 45 anos de prisão se fosse considerado culpado de conspiração para traficar menores de idade.

Andrew, de 59 anos, era amigo de Epstein. Uma americana que afirma ter sido vítima do milionário, Virginia Giuffre, garante também ter sido forçada a ter relações sexuais com o príncipe quando tinha 17 anos.

O príncipe nega e defendeu a sua amizade com Epstein numa entrevista com a BBC, após a qual se viu obrigado a renunciar às suas funções oficiais.

"Lamento inequivocamente a minha imprudente associação com Jeffrey Epstein", disse numa nota, após receber diversas críticas.

Em novembro, o príncipe garantiu estar "disposto a ajudar qualquer agência encarregada das investigações".

Embora a morte de Epstein tenha sido classificada como suicídio, algumas teorias sugerem que ele teria sido assassinado para evitar que revelasse informações dos seus amigos poderosos.

"Embora Epstein se tenha matado antes do seu julgamento, a nossa investigação sobre os conspiradores continua" disse Berman em frente à mansão do milionário, no Upper East Side, em Manhattan.

A conferência de imprensa em que Berman participou foi convocada para lembrar os sobreviventes de abuso sexual infantil que, graças a uma nova lei aprovada há um ano, têm até agosto deste ano para entrar com ações civis contra os seus agressores.

A organização de tráfico sexual juvenil Safe Horizon, que organizou a conferência, disse que 1.300 ações civis já foram movidas graças à Lei da Criança Vítima, que permite que os sobreviventes reivindiquem uma indemnização, independentemente de quando ocorreram os factos.

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