“Gostava de estar longe disto, mas tenho de cumprir a minha missão”, assegurou Janot, referindo-se à acusação contra Temer, à margem do congresso da Associação Brasileira de Jornalismo de Investigação (Abraji), que decorre em São Paulo.

O Presidente brasileiro foi acusado de corrupção passiva tendo por base as confissões de diretores do grupo empresarial JBS, que afetaram centenas de políticos de todo o arco partidário.

O procurador-geral, cujo mandato termina em setembro, voltou a defender a consistência da acusação, que foi considerada por Temer como uma “obra de ficção” sem “fundamentos jurídicos”.

Janot também fez referência à libertação do ex-deputado e homem de confiança de Temer, Rodrigo Rocha Loures, que hoje saiu da prisão depois de uma decisão, de quarta-feira, do magistrado do Supremo Tribunal Edson Fachin.

“Não me assusta. As revogações fazem parte do processo”, sustentou.

Rocha Loures, que supostamente atuou como intermediário nas reuniões entre Temer e o empresário que acusa o Presidente brasileiro de corrupção, esteve quase um mês preso e também foi acusado pelo Fisco por crime de corrupção passiva.

Há alguns meses, quando estava sob vigilância da Polícia Federal, Rocha Loures foi filmado no decorrer de uma reunião com um representante do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, numa pizzaria de São Paulo, a receber uma mala e posteriormente a correr em direção a um táxi.

A mala, soube-se depois, tinha 500 mil reais (cerca de 132.300 euros) que correspondiam a subornos pagos pelo grupo JBS a figuras próximas de Temer, segundo confessou o próprio Batista num acordo de cooperação judicial.

O procurador-geral elogiou a decisão tomada esta semana pelo Supremo Tribunal que ratificou o valor legal das confissões feitas pelos diretores do grupo JBS que puseram o Presidente Temer em causa.

“A decisão do Supremo é fantástica. Salvou a instituição da colaboração premiada”, disse Janot, referindo-se às confissões feitas pelos acusados à justiça em troca de uma redução das suas penas.

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