Fontes da Procuradoria-Geral do Estado espanhol citadas pelo jornal El País manifestaram o seu “mal-estar” quanto à atuação dos agentes da polícia autonómica por “terem atraiçoado a confiança que os juízes e os procuradores depositaram neles até ao último momento”.

Desde sexta-feira que várias escolas – designadas pelo Governo regional como assembleias de voto do referendo de hoje - estavam ocupadas por pais, alunos e residentes na Catalunha, para garantir que os locais não eram fechados pelas autoridades.

Ainda assim, os Mossos d'Esquadra (polícia catalã) fecharam dezenas de colégios eleitorais em toda a Catalunha, embora em alguns locais se tenham limitado a registar a concentração popular e saído sob aplausos da população.

Face à inação da polícia regional em alguns locais, foram chamadas a Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola. Foram estes corpos de polícia de âmbito nacional que então protagonizaram os maiores momentos de tensão para tentar impedir o referendo.

A Guardia Civil e a Polícia Nacional realizaram várias cargas e desalojaram pessoas que ocupavam locais de votação, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da Generalitat, Carles Puigdemont.

O presidente catalão acabaria por votar noutro local.

Além destas situações, houve ainda confrontos noutros locais, nomeadamente na sala de exposições de Sant Carles de la Ràpita (Terragona) e na Escola Rius i Taule (Barcelona), segundo relatos de repórteres das agências noticiosas internacionais.

O Sistema de Emergências Médicas (SEM) do governo catalão indicou que atendeu já 38 feridos na sequência da ação da Polícia Nacional e da Guardia Civil para impedir o referendo, a maioria por tonturas, ansiedade ou contusões.

De acordo com a agência espanhola EFE, a decisão da Procuradoria não vai ser tomada senão no final do dia.

A ordem dada aos Mossos d’Esquadra partiu especificamente do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC).

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