Chris Stephenson, professor da Universidade Bilgi de Istambul, foi detido em março deste ano depois de ter se dirigido ao palácio de justiça de Istambul para apoiar três universitários turcos, detidos por terem assinado uma petição na qual o Estado era acusado de lançar um "massacre anticurdos" no sudeste do país.

Na ata de acusação, os procuradores acusam o professor de realizar "propaganda terrorista" para a rebelião curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), uma organização classificada como terrorista por Ancara, Washington e União Europeia, noticiou a agência de notícias Dogan.

Ainda não foi fixada a data de abertura do processo e segundo os procuradores, Chris Stephenson tinha em sua posse panfletos pró-PKK quando foi detido, no dia 15 de março. Por sua vez, o docente afirmou que a polícia tinha apenas encontrado na sua mala um convite para as celebrações do ano novo curdo, o Newroz, realizado a 21 de março. "Quando eu compareci perante o juiz, esta acusação não prosseguiu e fui libertado. Mas foi feito um requerimento administrativo para a minha deportação, o que cumpriram. Eu não fui acusado de nada", afirmou à AFP.

O britânico foi expulso do país, mas voltou uma semana depois à Turquia, já que a sua entrada no território não era proibida.

O regime conservador do presidente Recep Tayyip Erdogan, acusado de ser autoritário e de limitar a liberdade de imprensa, prometeu intensificar a luta contra os militantes curdos, incluindo os intelectuais que os apoiam.

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