A informação foi avançada à agência Lusa pela presidente do conselho de administração daquele teatro nacional, Cláudia Belchior, que na semana passada o Ministério da Cultura reconduziu no cargo.

As zonas a “descascar não são visíveis ao público”, frisou.

Da modernização completa da organização do teatro consta a entrada “na última etapa para eliminar completamente o papel no teatro”, no qual já pouco trabalho é feito, tornando a instituição “mais responsável a nível ambiental”, sobretudo ao nível do que é “o teatro verde”.

Belchior, que falava à margem do anúncio e atribuição do Prémio Revelação Ageas Teatro D. Maria II, acrescentou que outra das ambições da administração a que preside é “entrar na reta final para apresentar um projeto de arquitetura muito ambicioso que irá reestruturar toda a área que hoje corresponde à antiga cenografia do teatro”, ou seja, a área por baixo do telhado.

Transformar a cenografia “numa zona aberta para todos os trabalhadores do teatro”, para que possam passar a trabalhar “em ‘open space’, com um jardim de inverno e um sistema de climatização responsável a nível ambiental” e obras no piso -1 são outras das metas, referiu.

A obra só deverá, todavia, ocorrer em 2023, já que a administração vai agora começar a explorar os novos quadros comunitários, que vão abrir em 2021, e a tentar perceber os melhores parceiros para fazer esta empreitada muito grande.

Questionada pela Lusa sobre quais os fundos europeus a que contam candidatar-se, Claudia Belchior disse ser ainda “precoce” referi-los.

“Ainda é muito precoce dizer que é este ou aquele porque eu própria estou a tentar descobrir”, frisou.

Questionada sobre se as obras a área de cenografia inviabilizam a realização de espetáculos na zona, como chegou a acontecer no passado, a presidente do conselho de administração reconheceu que sim.

Apesar de se tratar de um espaço “fabuloso”, a sala de cenografia, que seria adequada para ´workshops` ou oficinas de trabalho para um número mais reduzido de participantes, tem problemas de climatização e de evacuação de público e após algumas conversas com a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) chegou-se à conclusão de que não podem prosseguir com apresentação de espetáculos no local.

A dirigente do teatro sublinhou que o D. Maria II tem cerca de 90 trabalhadores, “muitos dos quais a trabalhar em áreas de corredores e muitos sem luz natural”.

No que respeita à área artística, Cláudia Belchior disse que a aposta para o novo triénio consiste em “continuar o trabalho de grande disseminação no território nacional e internacional”, apostando “muito nos jovens criadores” e também “nos clássicos de teatro”, dando-lhes, por vezes, “uma nova roupagem”.

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