Em declarações aos jornalistas à entrada para a Convenção Nacional Autárquica do PS, em Lisboa, António Costa quis "saudar o doutor Manuel Pizarro e saudar a comissão concelhia do Porto pela decisão que tomou hoje e manifestar todo o incondicional apoio".

"O PS não se impõe onde não é desejado", disse antes mesmo de qualquer pergunta dos jornalistas, explicando que, "havendo uma vontade clara de que cada um concorra nas suas próprias listas, o PS fará aquilo que lhe compete, não faltando ao Porto e apresentando a sua própria lista".

De acordo com o António Costa, "o PS tem muito orgulho no trabalho que desenvolveu ao longo destes quatro anos na Câmara do Porto, na forma leal como trabalhou com o presidente da Câmara do Porto".

Perante as questões dos jornalistas, o líder socialista explicou que o apoio que foi inicialmente decidido à recandidatura de Rui Moreira foi "unilateral, sem negociar lugares, sem negociar posições nas listas".

"Não mudámos em 24 horas o nosso pensamento. Agora, amigo não deve empatar amigo e quando alguém sente indesejável a companhia de outrem, nós não queremos ser indesejados em parte nenhuma e, portanto, cá estamos com muito orgulho de concorrer com o emblema do PS", justificou.

Costa assegurou que "esta é uma decisão exclusiva da comissão política concelhia do Porto", estando ali para expressar o apoio solidário, enquanto secretário-geral, a essa tomada de posição.

Relativamente a uma eventual nova coligação pós-eleitoral para a Câmara do Porto, Costa disse apenas que essa "é uma solução que compete às estruturas locais", porque "primeiro os eleitores do Porto falarão e depois as estruturas do Porto também decidirão como é que governam".

"Não tenho que governar a Câmara do Porto", concretizou.

Sobre a sua intervenção direta nesta decisão que foi veiculada em algumas notícias dos meios de comunicação social, o líder do PS foi perentório: "Não se pôs nunca essa questão".

"Essa informação é absolutamente falsa. Tenho ouvido um excesso de notícias falsas sobre esta matéria, mas eu acho que aquilo que importa é aquilo que cada um diz cara a cara e em público perante a comunicação social", lamentou.

Questionado sobre se teria telefonado a Rui Moreira, conforme o presidente da Câmara do Porto tinha avançado na entrevista de sexta-feira à SIC, António Costa respondeu: "Eu tenho as minhas regras e quando faço um telefonema para alguém só quero falar com essa pessoa e não costumo andar a falar sobre os telefonemas que faço com os outros".

Para o líder socialista "não há crispação nenhuma" - destacando a muita estima e amizade que tem com Rui Moreira há muitos anos -, tendo apenas "o movimento que apoia o doutor Rui Moreira entendido que era indesejável a participação do PS nas listas, o apoio do PS".

"Como dizia hoje o doutor Manuel Pizarro, às vezes mais vale uma boa amizade do que um casamento indesejado. Nós não nos impomos a ninguém, cada um é livre de seguir o seu caminho, amigos como dantes e amigo não empata a amigo", reiterou.

Sobre as declarações do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que disse que o partido "não corre o risco de enxotar o apoio que é dado a um presidente de câmara", Costa respondeu apenas: "Ao doutor Passos Coelho desejo-lhe as maiores felicidades".

Manuel Pizarro é o candidato do PS à Câmara Municipal do Porto nas próximas eleições autárquicas, em outubro, disse à agência Lusa fonte do PS/Porto, deixando assim o PS de apoiar a recandidatura do presidente independente Rui Moreira, como estava até hoje decidido.

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