O “executivo anunciou o fecho das cantinas sem antes garantir se os beneficiários dos cabazes de alimentos têm, em casa, acesso a recursos como água e luz, para os confecionar e acondicionar”, refere num artigo, na sua Newsletter, o PSD.

No mesmo artigo, o PSD acusa também o Governo de ter “desperdiçado” 28 milhões de euros de fundos comunitários de apoio alimentar aos mais desfavorecidos em 2016 e de esconder que a entrega de cabazes “já existia até ao final de 2015”.

“Na verdade, o Governo interrompeu o apoio alimentar comunitário durante o ano passado, mas agora, depois de inúmeras críticas do setor social, vai lançar novo programa, dentro de seis meses, a tempo da campanha eleitoral autárquica”, salienta.

Na Newsletter, o PSD questiona a “oportunidade política escolhida pelo Governo”, bem como a forma como os cabazes vão ser distribuídos.

O Governo vai substituir o modelo de cantinas sociais pela distribuição de cabazes alimentares aos mais carenciados, recorrendo a fundos comunitários, anunciou à agência Lusa a secretária de Estado da Segurança Social.

Segundo Cláudia Joaquim, a distribuição de alimentos será feita através do Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC) e irá beneficiar cerca de 60 mil pessoas.

Os beneficiários vão receber cabazes alimentares, que integram na sua composição carne, peixe e legumes congelados, com o objetivo de cobrir as suas necessidades nutricionais diárias em 50%.

Relativamente às cantinas sociais, integradas no Programa de Emergência Alimentar (PEA) e que nunca foram concebidas como uma resposta social, o objetivo é que possam ter “uma descontinuidade gradual”.

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