Intervindo na sessão plenária da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), a deputada Simonetta Luz Afonso vincou que, “dado que o autor dos azulejos é vivo” e que “deve ter os desenhos originais na sua posse”, a “coima mais eficaz poderia ser obrigar o empreiteiro a pagar a execução” dos painéis de azulejos que deveriam ter sido mantidos durante a transformação do edifício num hotel e que ficaram danificados ou deitados no lixo.

Em resposta, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), disse que “foi aberto um processo de contraordenação”, acrescentando que o pagamento de novos azulejos por parte do empreiteiro “é uma excelente sugestão”, sem, no entanto, revelar mais pormenores.

O jornal Público avançou na terça-feira passada que a obra foi autorizada mediante a manutenção dos azulejos do ceramista Antonio Vasconcelos Lapa, tendo sido embargada na sequência da sua destruição.

A deputada municipal socialista realçou que a AML “bateu-se pela preservação deste importante património azulejar que, neste momento, se considera perdido, tendo a câmara tomado de imediato a atitude possível, embargar a obra, abrir um processo de contraordenação do qual pode decorrer uma coima entre 3.000 e 450.000 euros”.

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