“Fazemos tudo para que a situação no país [Afeganistão] se normalize e tentamos estabelecer relações com as forças políticas que controlam a situação”, declarou Putin num encontro em Duchambé com Emomali Rakhmon, o seu homólogo e aliado tajique, numa óbvia referência ao Governo dos talibãs.

“Partimos da perceção que todos os grupos étnicos do Afeganistão, como foi referido anteriormente, devem participar plenamente na direção do país”, prosseguiu Vladimir Putin de acordo com as imagens difundidas pelos ‘media’ estatais russos.

“Aqui (…) sabem melhor o que deve ser feito para que a situação na região, nessa zona onde possuímos uma responsabilidade comum, para que seja estável e não ameace ninguém”, disse Putin ao dirigente tajique.

O Presidente russo está a efetuar a sua primeira deslocação ao exterior desde o início da ofensiva militar na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

A Rússia possui uma importante base militar no Tajiquistão, que partilha uma fronteira de 1.200 quilómetros com o Afeganistão. As forças tajiques confrontam-se regularmente com traficantes de droga afegãos.

O regresso ao poder dos talibãs, em agosto de 2021, motivou receios sobre uma desestabilização do Tajiquistão, o país mais pobre da ex-União Soviética e que permanece muito dependente economicamente da Rússia.

O líder do Kremlin é aguardado na quarta-feira no Turquemenistão — outra ex-república soviética da Ásia central e também com um regime de características autoritárias –, para participar numa cimeira dos países ribeirinhos do mar Cáspio.

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